Em Mato Grosso, 12% da população tinha 60 anos ou mais em 2022, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, o planejamento financeiro para a aposentadoria deixou de ser uma preocupação apenas para quem está perto de parar de trabalhar.
No Dia do Idoso, celebrado nesta quarta-feira (1º), especialistas reforçam que não existe uma idade limite para começar a organizar as finanças. Para quem já passou dos 50 anos, o caminho é avaliar a situação atual e estabelecer uma estratégia possível para os próximos anos. Para os mais jovens, o tempo pode ajudar na formação de uma reserva.
Segundo Gilvania Rufino, líder da XP em Mato Grosso, quem já passou dos 50 anos deve começar por um diagnóstico financeiro. Isso inclui colocar na ponta do lápis a renda, as despesas, o patrimônio acumulado, as dívidas e as possíveis fontes de renda durante a aposentadoria.
A partir desse levantamento, é possível definir quanto pode ser investido todos os meses e quais estratégias são compatíveis com o momento financeiro de cada pessoa.
“Não olhe para o tempo que passou, organize bem o tempo e os recursos que você ainda tem pela frente. Começar hoje é melhor do que continuar adiando”, afirma Gilvania.
Mais do que guardar dinheiro
Na reta final da vida profissional, o planejamento não envolve apenas acumular patrimônio. Liquidez para emergências, custos com saúde e planejamento sucessório também precisam entrar na conta.
A especialista explica que instrumentos de previdência privada, como o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), podem fazer parte da estratégia, dependendo do perfil e dos objetivos de cada investidor.
A ideia é planejar não apenas quanto será acumulado, mas também como o patrimônio poderá gerar renda no futuro e como será transferido aos herdeiros.
Para quem ainda está começando
Para os mais jovens, a principal vantagem é o tempo. Não é necessário começar com grandes quantias, mas manter regularidade nos investimentos pode fazer diferença ao longo dos anos.
“O tempo atua como um aliado. A disciplina de investir todos os meses é a dica de ouro, porque, ao longo dos anos, o efeito dos juros compostos faz diferença nos resultados”, explica Gilvania.
A orientação é não depender exclusivamente da aposentadoria pública ou da renda oferecida pelo empregador. A formação de uma reserva própria pode ampliar as possibilidades de escolha no futuro, inclusive sobre quando reduzir o ritmo de trabalho ou se aposentar.
Independentemente da idade, o primeiro passo é conhecer a própria realidade financeira. Quanto entra, quanto sai, quanto já foi acumulado e quanto ainda pode ser destinado ao futuro são perguntas que ajudam a transformar a preocupação com a aposentadoria em um planejamento possível.
(Com informações da Assessoria)


























