O preço dos combustíveis em Mato Grosso vem sendo pressionado por uma combinação de fatores nacionais e internacionais, de acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT).
Em posicionamento divulgado nesta segunda-feira (21), a entidade citou a alta do petróleo no mercado internacional, o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no exterior entre os fatores que estariam elevando os custos do etanol.
Outro ponto apontado pelo sindicato é o aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina. A entidade também relaciona a redução das importações de diesel às dificuldades de abastecimento registradas em algumas regiões.
Segundo o Sindipetróleo-MT, os postos mato-grossenses têm recebido reajustes sucessivos das distribuidoras. No caso do diesel, o sindicato afirma que houve ainda contingenciamento de pedidos, com redução do volume disponibilizado a alguns revendedores.
Sindicato questiona foco das fiscalizações
A alta dos combustíveis também entrou no debate eleitoral e gerou cobranças por fiscalização dos postos. O Sindipetróleo-MT questionou a concentração das ações no comércio varejista e afirmou que os preços são resultado de custos acumulados em diferentes etapas da cadeia.
A formação do preço envolve produtores e fornecedores de combustíveis, além de refinarias, importadores e distribuidoras, antes de chegar aos postos.
Para a entidade, eventuais investigações devem considerar toda a cadeia, e não apenas os revendedores.
O sindicato afirmou ainda ser favorável à fiscalização e ao cumprimento das regras do setor, mas defendeu que as apurações sejam realizadas de forma abrangente.
Pressão atinge diferentes etapas
O posicionamento divulgado pelo Sindipetróleo-MT ocorre em um cenário de pressão sobre os custos dos combustíveis. A entidade sustenta que os reajustes recebidos pelos postos reduzem a margem dos revendedores e acabam chegando ao consumidor.
Os preços finais, porém, também variam entre os estabelecimentos e regiões, de acordo com custos de aquisição, logística, despesas operacionais e margem de comercialização.
A entidade informou que continuará acompanhando o mercado e defendendo os interesses dos revendedores de Mato Grosso.
(Com informações da Assessoria Sindipetróleo-MT)




























