O advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Ussiel Tavares, se pronunciou publicamente nesta terça-feira (13) após ser alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, como parte da quinta fase da Operação Sisamnes.
Na nota enviada à imprensa, Ussiel afirma que não teve acesso à decisão judicial que embasou a medida e diz desconhecer os motivos da ação policial. Ele também garantiu estar com a consciência tranquila e se colocou à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.
“Reafirmo meu total compromisso com a verdade e coloco-me inteiramente à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários”, declarou.
A Polícia Federal investiga uma suposta rede de corrupção e lavagem de dinheiro ligada à negociação de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e nos Tribunais de Justiça de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O nome de Ussiel foi incluído entre os alvos de busca e apreensão nesta nova etapa da operação.
Veja a nota na íntegra:
Nota à imprensa
Em relação à 5ª fase da Operação Sisamnes, deflagrada nesta terça-feira (13/05) pela Polícia Federal, informo que não recebi a decisão que embasou o pedido de busca e apreensão, logo, desconheço seus motivos, de todo modo, reafirmo meu total compromisso com a verdade e coloco-me inteiramente à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários.
Estou absolutamente tranquilo, confiante na Justiça e certo de que a verdade prevalecerá. Como advogado e ex-presidente da OAB-MT, sempre pautei minha conduta pela legalidade, ética e transparência.
Cuiabá, 13 de maio de 2025
Dr. Ussiel Tavares
Advogado – Ex-presidente da OAB-MT
Entenda o caso
A Operação Sisamnes investiga crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas e operação de câmbio clandestina. Os alvos são empresários, advogados e magistrados envolvidos em um suposto esquema de compra e venda de decisões judiciais.
Nesta terça, a Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), além de bloquear cerca de R$ 20 milhões em bens e valores. Também foi determinada a proibição dos investigados de deixarem o país, com a apreensão dos passaportes.
A investigação teve início a partir da apreensão do celular do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro de 2023. O aparelho continha indícios de um esquema que envolveria advogados, desembargadores e servidores públicos nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no STJ.






























