O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) reagiu com duras críticas ao senador Wellington Fagundes (PL) após o parlamentar classificar como “uma lambança” o pedido de autorização para um empréstimo de R$ 1,5 bilhão encaminhado pelo Governo de Mato Grosso à Assembleia Legislativa (ALMT).
Em entrevista concedida no fim da tarde de quinta-feira (25), Pivetta rebateu as declarações do senador e questionou sua trajetória na vida pública.
“Esse senhor é desprezível. Nunca teve uma experiência em fazer gestão, sequer de orçamento doméstico. Nós conhecemos ele na política, como deputado, veio até aqui nessa profissão. Será que isso é uma profissão?”, afirmou.
Na sequência, o governador voltou a atacar Wellington ao fazer referência à atuação do senador.
“Porque a vida pública para mim é servir. No caso dele, tem muito mais coisa que todo mundo sabe… A história dele é cabulosa”, acrescentou.
O embate ocorre após Wellington divulgar um vídeo nas redes sociais cobrando explicações do governo sobre a contratação do financiamento e a utilização dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
O projeto foi entregue pessoalmente por Pivetta ao presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), na quarta-feira (24). A proposta solicita autorização para contratar uma operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1,5 bilhão.
Segundo o Executivo, os recursos serão destinados à construção de 60 mil moradias populares e também servirão para recompor receitas do Fethab 2, cuja arrecadação será encerrada no fim deste ano.
Ao defender o financiamento, Pivetta afirmou que a atual situação fiscal de Mato Grosso permite ao Estado contratar empréstimos com juros reduzidos.
“Nós mandamos o projeto de R$ 1,5 bilhão para fazer 60 mil casas, porque é a prioridade número um em Mato Grosso: habitação para quem ainda não tem. Eu explico por que nós mandamos: porque temos crédito”, declarou.
O governador atribuiu essa capacidade financeira às reformas implementadas pela atual gestão.
“Sabe por que temos crédito? Porque fizemos as reformas e o dever de casa para o Estado ficar superavitário. […] A nossa dívida hoje é negativa. Portanto, podemos fazer dívida”, completou.
Pivetta também aproveitou para criticar a postura do senador em relação à gestão dos recursos públicos.
“Estamos garantindo esse recurso no orçamento, com custo baixo […]. Isso é governar. Governar é criar alternativa, é pensar em solução mais barata, fazer bons negócios para sociedade. Coisa que ele não sabe fazer, nem pra ele e, obviamente, não saberá fazer para sociedade”, afirmou.


























