O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), elevou o tom durante sessão legislativa ao rebater críticas do líder da prefeita Flávia Moretti (PL), vereador Bruno Rios (PL), e fazer uma série de acusações relacionadas à atuação do parlamentar.
Cerqueira criticou declarações atribuídas a Bruno Rios, que teria afirmado que o presidente da Câmara só coloca determinadas matérias em pauta após supostos acordos com o Poder Executivo.
O presidente negou qualquer tipo de negociação irregular e desafiou os colegas parlamentares a denunciarem eventual conduta inadequada.
“Se eu subir lá na Prefeitura para fazer algum tipo de acordo, quero que vocês me denunciem”, afirmou.
Na sequência, Cerqueira fez duras críticas ao líder da prefeita, acusando-o de disseminar informações falsas e fazer acusações sem provas. Segundo ele, um boletim de ocorrência já foi registrado e o caso deverá ser esclarecido pelas vias judiciais.
“Ele vai ter que provar e responder pelas acusações que faz”, declarou.
O presidente também relembrou um episódio envolvendo a denúncia de uma suposta escuta clandestina encontrada no gabinete de Bruno Rios. Segundo Cerqueira, após a denúncia, a Câmara instaurou uma sindicância para apurar os fatos e garantir transparência na investigação.
Entretanto, de acordo com o presidente, o vereador teria se recusado a colaborar com os trabalhos da comissão.
“A Câmara quis ouvi-lo e também ouvir os funcionários do gabinete, mas ele não aceitou ser ouvido e nem permitiu que seus servidores prestassem esclarecimentos”, afirmou.
Ainda durante o discurso, Cerqueira acusou Bruno Rios de tentar tumultuar os trabalhos legislativos e desgastar a imagem dos demais parlamentares.
O momento mais contundente da fala ocorreu quando o presidente mencionou um suposto caso de servidor fantasma ligado ao gabinete do vereador. Segundo ele, um funcionário concursado teria permanecido durante quatro anos vinculado ao gabinete sem exercer efetivamente suas funções.
Cerqueira afirmou que o caso está sendo apurado e que não adotou postura de proteção ao servidor ou ao parlamentar envolvido.
“Uma pessoa ganhando R$ 13 mil por mês aqui na Câmara, considerada fantasma, e eu não passei a mão na cabeça dele. Talvez seja por isso que ele tenha raiva de mim”, declarou.
O presidente também afirmou que o servidor citado possui vínculo efetivo tanto com o Estado quanto com a Câmara Municipal, situação que, segundo ele, está sendo analisada pelos órgãos competentes.



























