O novo presidente do DAE de Várzea Grande, coronel Zilmar, subiu à tribuna e conseguiu resumir com perfeição o caos: disse que, “pra o serviço do DAE ser ruim, ainda teria que melhorar muito”. E ele não estava sendo irônico. Estava sendo honesto — cruelmente honesto.
A frase, que poderia soar como piada de bar, foi dita com farda de autoridade e ecoou como um tapa no rosto da população. Água suja, torneiras secas, buracos abertos há semanas, contas erradas… E agora, confissão oficial: o fundo do poço é, na verdade, um novo ponto de partida.
Não bastasse o vexame histórico da gestão da água e esgoto da cidade, agora temos a sinceridade cínica como política pública. Se para ser ruim precisa melhorar, o que é que a população tem recebido até agora? Um serviço que só pode ser descrito como trágico — e aparentemente, ainda em evolução.
Enquanto isso, moradores seguem com baldes na mão e esperança no ralo. E o DAE? Bem, o DAE reconhece que ainda nem chegou ao patamar de “ruim”. A partir daqui, é só ladeira abaixo… ou não?



























