O vereador Caio Cordeiro (PL) subiu à tribuna nesta terça-feira (24) para criticar o Decreto 41/2025 e a postura da secretaria de obras que, segundo ele, deixariam de responder a ofícios encaminhados diretamente por parlamentares.
De acordo com o vereador, a justificativa apresentada pela pasta seria baseada no decreto, que trataria apenas de procedimentos internos da própria secretaria, não se aplicando ao Poder Legislativo. “O decreto que eles basearam a resposta fala sobre procedimentos internos deles, que não se aplicam a nós”, afirmou.
Caio questionou a falta de padronização na comunicação do Executivo. Segundo ele, enquanto algumas secretarias respondem normalmente, outras simplesmente ignoram os encaminhamentos. “Se existe um decreto proibindo, precisam combinar a comunicação, porque uma secretaria responde e a outra não”, declarou.
O parlamentar ainda destacou que a ausência de respostas não atinge apenas os vereadores, mas principalmente a população. “Não desrespeitou este vereador, não; foi ao munícipe, a quem está lá na ponta”, disse.
Durante o pronunciamento, Cordeiro também relatou um episódio envolvendo o diretor-presidente do DAE-VG, coronel Zilmar. Segundo ele, em reunião com mais de 150 moradores no bairro Dom Orlando Chaves, teria sido responsabilizado publicamente pela crise no abastecimento de água.
“Ele virou para mim, na frente da comunidade, e disse que tem vergonha do meu mandato porque eu fico encaminhando pedido de vazamento. Disse que não quer saber de vazamento em Várzea Grande”, relatou o vereador.
O parlamentar argumentou que os pedidos fazem parte da função fiscalizatória do mandato, especialmente diante de dados que apontam alta perda de água no município. “Se 70% da água produzida se perde, seja por ligações clandestinas ou vazamentos, eu não estou auxiliando ao indicar onde está o problema?”, questionou.
O vereador concluiu afirmando que continuará enviando indicações e cobrando providências. “Quando eu vou fazer o meu papel de fiscalização, ficam bravos com os vídeos e deságuam o ódio na frente da comunidade”, declarou.


























