CPI NA CÂMARA

Prefeita de Várzea Grande vira alvo de CPI após denúncia de uso político em uniformes escolares

Flavia no PodOlhar

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A Câmara Municipal de Várzea Grande aprovou, nesta terça-feira (18), a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar uma denúncia que atinge diretamente a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL). A suspeita é de que a administração tenha utilizado o slogan oficial do mandato, “Transparência, Trabalho e Progresso”, nos uniformes escolares distribuídos aos alunos da rede municipal, prática que pode configurar promoção pessoal e afronta aos princípios básicos da administração pública.

A representação foi protocolada pelo morador Pedro Augusto Rodrigues Costa e obteve apoio quase unânime dos vereadores, 17 parlamentares votaram a favor de investigar a acusação, demonstrando que até mesmo a base governista não conseguiu fechar fileira para proteger a prefeita neste primeiro momento.

A composição da CPI saiu por sorteio. O vice-líder da própria prefeita, vereador Sardinha (MDB), acabou na presidência, enquanto Carlinhos Figueiredo (Republicanos) assumiu a relatoria e o vereador Enfermeiro Emerson (PP) compõe o colegiado como membro.

De acordo com a denúncia, os uniformes entregues às crianças traziam o slogan da gestão associado à identidade visual da Prefeitura, algo que, para o denunciante, ultrapassa qualquer limite aceitável do ponto de vista ético. Pedro Augusto apresentou fotos, documentos e publicações das redes sociais oficiais que, segundo ele, escancaram o uso político de material financiado com dinheiro público.

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O denunciante afirma que a prefeitura transformou os estudantes em “peças de propaganda involuntárias” ao estampar nos uniformes uma marca claramente vinculada ao mandato de Flávia Moretti. Ele ressalta ainda que o público atingido, crianças e adolescentes, é particularmente sensível, o que torna a situação ainda mais grave.

A denúncia também aponta uma manobra da prefeita, após a repercussão, Flávia Moretti teria enviado à Câmara um projeto de lei com efeito retroativo para tentar legalizar o uso do slogan nos uniformes. Para o denunciante, essa iniciativa seria praticamente uma admissão de que os uniformes foram distribuídos sem qualquer respaldo jurídico, evidenciando a irregularidade.

Agora, a CPI deverá aprofundar a investigação e esclarecer se houve uso da máquina pública para autopromoção, algo que, se confirmado, pode trazer consequências políticas e legais para a prefeita.

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