HABITAÇÃO POPULAR

Secretária de Abilio afirma que governo federal financia maior parte das moradias do programa Casa Cuiabana

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A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá, Michelle Dreher, afirmou que o governo federal será responsável pela maior parte dos recursos destinados à construção das 2 mil moradias do programa Casa Cuiabana. Segundo ela, aproximadamente 60% do valor de cada unidade habitacional será custeado com recursos da União, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

Durante entrevista concedida nesta terça-feira (28) ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, a secretária explicou que cada imóvel está avaliado em R$ 195 mil e que o investimento é dividido entre os governos federal, estadual e municipal.

“Por imóvel eu não tenho exatamente o cálculo, mas acredito que uns 20% acabam pegando o município, uns 20% pega o Governo do Estado – o Ser Família também entrou para melhorar -, e 60% do Governo Federal, que entraria com o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que é um fundo que a Caixa faz parte, com verbas do Governo Federal”, explicou.

Segundo Michelle, o aporte federal ocorre por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), mecanismo vinculado ao Ministério das Cidades e administrado pela Caixa Econômica Federal, utilizado para financiar empreendimentos habitacionais voltados à população de baixa renda em parceria com estados e municípios.

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A declaração evidencia que a maior parcela dos recursos destinados ao programa habitacional tem origem no governo federal, o que contrasta com declarações anteriores do prefeito Abilio Brunini (PL), que afirmou, em outras ocasiões, que Cuiabá não recebia recursos da União. O prefeito também já declarou que não receberia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual visita à capital mato-grossense.

A secretária informou ainda que as condições de pagamento variarão conforme a renda das famílias contempladas. Beneficiários do Bolsa Família receberão os imóveis sem custo, enquanto os demais participantes pagarão prestações de R$ 80 por mês durante cinco anos, valor que corresponde a cerca de 5% do custo total da residência.

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