O ex-governador de Mato Grosso José Pedro Gonçalves Taques afirmou que o Estado teria repassado ao menos R$ 755 milhões a estruturas ligadas ao Banco Master desde 2023. A declaração foi feita nesta semana durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal.
Segundo Taques, os repasses estariam relacionados a três frentes principais: operações de empréstimos consignados, um acordo envolvendo a empresa Oi e a concessão da BR-163. De acordo com ele, os três casos envolvem recursos públicos e estruturas financeiras que teriam ligação com o banco.
Apesar de ter ocupado o cargo de governador, Taques participou da CPI na condição de advogado. Ele afirmou que foi contratado por sindicatos e pela federação de servidores públicos de Mato Grosso para investigar possíveis irregularidades em contratos de empréstimos consignados.
Durante o depoimento, o ex-governador indicou que há indícios de que servidores públicos possam ter sido impactados pelas operações, o que motivou a apuração mais aprofundada. Ele também destacou a necessidade de transparência na gestão dos recursos públicos e no funcionamento das estruturas financeiras envolvidas.
A CPI do Crime Organizado investiga possíveis conexões entre instituições financeiras e práticas ilícitas, e o caso envolvendo Mato Grosso deve ser analisado pelos senadores a partir das informações apresentadas por Taques.
Até o momento, não houve posicionamento oficial do governo de Mato Grosso nem das instituições citadas sobre as declarações feitas na comissão.



























