Mato Grosso terá apenas duas mulheres entre os 24 deputados estaduais que vão assumir a Assembleia Legislativa (ALMT) a partir de 2027. O número representa 8,3% das cadeiras da Casa e coloca o Estado entre os três com menor presença feminina no Legislativo estadual.
O levantamento considera a composição eleita nas Eleições 2026 e reúne as 26 Assembleias Legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Ao todo, serão 218 mulheres entre os 1.059 parlamentares eleitos para os legislativos estaduais e distrital, o equivalente a 20,6% das cadeiras.
Em Mato Grosso, as duas mulheres eleitas foram Samantha Iris (PL) e Alessandra Ferreira (Podemos). Elas estarão entre os 24 parlamentares que vão compor a ALMT na legislatura de 2027 a 2030.
MT está entre os menores índices
Além de Mato Grosso, Amazonas e Mato Grosso do Sul também elegeram apenas duas mulheres para 24 cadeiras, o que corresponde a 8,3% da composição de cada Assembleia.
O cenário mais extremo está no Acre. O Estado não elegeu nenhuma mulher entre os 24 deputados estaduais e terá, a partir de 2027, a única Assembleia Legislativa formada exclusivamente por homens no país.
Em outras unidades da Federação, a presença feminina será maior. O Ceará terá 14 mulheres entre 46 deputados, o equivalente a 30,4% das cadeiras. São Paulo terá 28 deputadas entre 94 vagas, participação de 29,8% e o maior número absoluto de mulheres eleitas.
Rio Grande do Norte e Roraima elegeram sete mulheres cada, alcançando 29,2% das cadeiras. No Rio Grande do Sul, serão 16 deputadas entre 55 parlamentares, enquanto o Maranhão terá 12 mulheres em uma Assembleia com 42 vagas.
Nova composição da ALMT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso terá 24 deputados a partir de fevereiro de 2027. O Podemos formará a maior bancada, com seis cadeiras, seguido por PL e Republicanos, com quatro cada. O MDB terá três parlamentares, enquanto PT, União Brasil e PSDB terão duas cadeiras cada. O PSD terá uma.
Entre os 24 eleitos, Samantha Iris e Alessandra Ferreira são as duas únicas mulheres da nova composição.
A presença feminina, portanto, ficará em 8,3% da Assembleia, enquanto os homens ocuparão 22 das 24 cadeiras, ou 91,7% do Legislativo estadual.
(Com informações site Metrópolis)

























