O celular apreendido nas investigações sobre o assassinato de um advogado ocorrido em 2023, em Cuiabá, continua provocando fortes repercussões no Judiciário de Mato Grosso e ampliando o alcance de um dos casos mais sensíveis já registrados no estado.
Conhecido nos bastidores como “celular bomba”, o aparelho passou a ser peça central nas investigações que apuram suspeitas de influência e negociação envolvendo decisões judiciais.
Recentemente, mais um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso foi afastado de suas funções após a análise de mensagens encontradas no dispositivo. O conteúdo do material segue sendo examinado por autoridades e tem levantado questionamentos sobre possíveis articulações envolvendo integrantes do sistema de Justiça.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam, sob condição de anonimato, que um deputado estadual estaria apreensivo com o avanço das investigações, diante da possibilidade de ser citado nas mensagens encontradas no aparelho. Segundo essas informações, o parlamentar teria atuado como intermediário.
As investigações já resultaram no afastamento de outros magistrados, incluindo desembargadores e um juiz do interior do estado, todos investigados por suspeitas relacionadas a um possível esquema de venda ou influência em decisões judiciais.
Além de integrantes do Judiciário, também aparece nas investigações a figura de um lobista apontado como possível intermediador entre interessados e membros do sistema de Justiça.
O caso segue sendo investigado por diferentes órgãos, entre eles o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal, que continuam analisando o material extraído do celular do advogado assassinado.
Nos bastidores, a avaliação é de que novos desdobramentos ainda podem surgir, à medida que o conteúdo do aparelho segue sendo examinado pelas autoridades


























