Deputados pressionam por revisão de contrato da Energisa e cobram explicações da Aneel

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Uma comitiva de deputados estaduais de Mato Grosso se reuniu nesta terça-feira (16), em Brasília, com membros da bancada federal do estado para discutir o futuro da concessão de distribuição de energia elétrica, atualmente sob responsabilidade da Energisa. O contrato em vigor, firmado com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), vence em 2027 e está no centro de uma mobilização política que mira desde sua renovação até a possível reversão da concessão.

O encontro ocorreu no gabinete do senador Wellington Fagundes (PL) e contou com a presença dos deputados estaduais Faissal Calil (Cidadania), Wilson Santos (PSD), Chico Guarnieri (PRD), Valdir Barranco (PT), Eduardo Botelho (União Brasil) e Janaina Riva (MDB), integrantes da comissão especial criada pela Assembleia Legislativa para acompanhar o tema.

Também participaram da reunião os senadores Wellington Fagundes e Margareth Buzetti (PP), além dos deputados federais Emanuelzinho (MDB), Rodrigo da Zaelli (PL), Coronel Fernanda (PL) e Gisela Simona (UB).

Na parte da tarde, o grupo se dirige à sede da Aneel e ao Ministério de Minas e Energia para uma série de reuniões técnicas. Entre os questionamentos que serão levados às autoridades estão: quando a Energisa protocolou o pedido de renovação do contrato, se a empresa tem cumprido suas obrigações de investimento, qual é o valor total de multas aplicadas nos últimos cinco anos e quanto efetivamente foi pago.

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A ofensiva dos parlamentares ocorre em meio a uma onda crescente de insatisfação popular com os serviços prestados pela concessionária. No último final de semana, bairros inteiros de Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger ficaram horas sem energia, mesmo com temperaturas acima dos 40 °C, o que gerou revolta entre os moradores e intensificou a pressão sobre a empresa.

Em Cuiabá, o prefeito Abilio Brunini (PL) já anunciou que a prefeitura começará a multar a Energisa por “gambiarras” nos postes da capital. Segundo ele, mesmo que os cabos soltos pertençam a empresas de telecomunicações, cabe à concessionária fiscalizar e garantir a segurança da rede elétrica urbana.

A comissão da Assembleia Legislativa segue trabalhando na coleta de informações e deve apresentar um relatório até o fim do ano. A expectativa é que, com a proximidade do fim do contrato, o tema ganhe cada vez mais relevância, tanto no debate político quanto jurídico.

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