A convenção estadual do União Brasil, realizada nesta quarta-feira (30), foi marcada por tensão entre as diferentes correntes internas da legenda. Durante os trabalhos, apoiadores do grupo ligado ao senador Jayme Campos protestaram contra o presidente estadual do partido, ex-governador Mauro Mendes, com gritos de “ditador” e pedidos para que ele deixasse a sigla.
O momento de maior confronto ocorreu quando o deputado estadual Júlio Campos apresentou uma segunda questão de ordem para contestar a condução da votação que definiria a posição do União Brasil na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Após mais de dez minutos de manifestação, Mauro Mendes interrompeu o parlamentar e afirmou que o tempo destinado à fala havia sido ultrapassado.
O ex-governador, que presidia a convenção, pediu que Júlio concluísse sua exposição para que os trabalhos pudessem prosseguir. A intervenção gerou novos protestos no plenário, enquanto a mesa diretora tentava retomar a organização da reunião.
Mesmo diante das manifestações, Mauro manteve a condução da convenção e rejeitou os pedidos apresentados pelo grupo ligado a Jayme Campos. Segundo ele, havia um requerimento formal protocolado pelo Republicanos dentro do prazo previsto pelo estatuto partidário, solicitando que a proposta de coligação com o União Brasil para apoiar a candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo do Estado fosse analisada pelos convencionais.
De acordo com Mauro Mendes, o procedimento adotado também passou por avaliação do departamento jurídico nacional do União Brasil, garantindo respaldo para a realização da votação. Com esse entendimento, o presidente estadual determinou a continuidade do processo e negou os pedidos de impugnação apresentados durante a convenção.
Apesar das vaias e dos protestos direcionados ao ex-governador, a reunião seguiu o cronograma definido pela direção estadual do União Brasil, com a votação sobre os caminhos da legenda para a eleição estadual.






















