RACHA NO UNIÃO BRASIL

Jayme questiona votação por apoio a Pivetta e diz que não participa de “política rasteira”

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O senador Jayme Campos (União) elevou o tom na disputa interna do União Brasil e afirmou que a votação sobre um possível apoio da legenda ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não deveria ocorrer durante a convenção estadual. Segundo ele, não houve apresentação formal de proposta de coligação dentro do prazo estabelecido pelo estatuto partidário.

Ao ser questionado sobre articulações nos bastidores para influenciar o resultado da convenção, Jayme afirmou que sua atuação ficou restrita ao diálogo com os convencionais que já haviam declarado apoio ao seu projeto político.

“Eu falo por mim, pelo Jayme Campos e pelos meus amigos que estão me apoiando. Meu grupo não fez jantar, quem veio aqui veio para votar em Jayme Campos”, declarou.

O senador também negou que tenha interesse em judicializar as divergências internas da legenda. Sobre a substituição de alguns convencionais titulares por suplentes, Jayme afirmou que a situação pode até ser discutida juridicamente, mas disse confiar no processo interno do partido.

“Pode até ter um questionamento jurídico, mas eu não vou entrar com questão de ordem. Estou muito tranquilo e confiante de que a maioria dos convencionais vai votar em quem representa o partido”, afirmou.

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A principal contestação do senador está relacionada à possibilidade de o União Brasil aprovar uma composição com o Republicanos para apoiar Pivetta ao Governo do Estado. Para Jayme, a ausência de um pedido oficial de aliança impede que o tema seja levado à apreciação dos filiados.

Segundo ele, o estatuto da legenda determina que propostas de coligação sejam apresentadas até três dias antes da convenção, prazo que, conforme argumenta, não foi cumprido.

“Não existia nenhuma proposta de outro partido buscando coligação com o União Brasil. Se não havia essa proposta, não tinha por que colocar esse assunto em votação. Tinha que ser por aclamação da única candidatura apresentada”, disse.

Mesmo diante do impasse entre os grupos internos do União Brasil, Jayme afirmou que respeitará a decisão dos convencionais e demonstrou confiança na aprovação do seu nome para disputar o Governo de Mato Grosso pela legenda.

A convenção estadual do partido acontece nesta quinta-feira (30) e deve definir se o União Brasil terá candidatura própria ao Palácio Paiaguás ou se seguirá com uma composição externa para a disputa majoritária.

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