A Câmara Municipal de Cuiabá rejeitou, durante sessão realizada nesta quinta-feira (16), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027. A proposta, considerada uma das principais peças do planejamento financeiro da administração municipal, recebeu 12 votos favoráveis, mas não alcançou os 14 necessários para aprovação em plenário, conforme determina o Regimento Interno da Casa.
Com a rejeição, o texto deixa de avançar na tramitação e passa a seguir os procedimentos regimentais que definirão os próximos encaminhamentos.
A LDO estabelece as metas, prioridades e diretrizes que orientarão a administração municipal no exercício seguinte. Além disso, serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), responsável por definir a estimativa de receitas e as despesas previstas para o município.
Após a divulgação do resultado da votação, a sessão foi interrompida por falta de quórum. Vereadores da base do prefeito Abílio Brunini (PL) deixaram o plenário, impedindo a continuidade dos trabalhos legislativos.
Antes da análise da matéria, o vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou que o prefeito estaria enfrentando dificuldades para manter sua base de apoio na Câmara. Segundo o parlamentar, o cenário seria consequência da atuação de Abílio Brunini nas articulações para a eleição da Mesa Diretora, especialmente pelo apoio declarado à atual presidente da Casa, Paula Calil (PL).
“O nosso grupo nasceu com seis vereadores entre oposição e independentes e sete vereadores da base, incluindo eu. Como nós não cedemos à pressão para apoiar a candidatura da Paula, ele foi tirando um a um da base dele. Pelo que estamos observando, ele está perdendo a governabilidade dentro da Casa por querer se intrometer na eleição da Mesa Diretora”, afirmou.
Nos bastidores do Legislativo, a derrota da proposta foi interpretada como um sinal de desgaste político da gestão municipal junto aos vereadores.
Votaram contra o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias os vereadores Katiuscia Mantelli (Podemos), Doutora Mara (Podemos), Maysa Leão (Republicanos), Alex Rodrigues (PV), Daniel Monteiro (Republicanos), Didimo Vovô (PSB), Jeferson Siqueira (PSD) e Ilde Taques (Podemos).





















