A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), consolidou uma nova etapa nas articulações políticas para buscar a permanência no comando do Legislativo municipal. A vereadora já conta com o apoio declarado de 14 parlamentares para uma eventual disputa pela recondução ao cargo.
O alinhamento ocorreu durante uma reunião realizada na noite de segunda-feira (22), que contou com a presença de vereadores da base aliada, do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e do presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho.
Entre os parlamentares que manifestaram apoio à continuidade de Paula Calil estão Dilemário Alencar, Tenente-Coronel Dias, Kassio Coelho, Adevair Cabral, Marcrean Santos, Wilson Kero Kero, Rafael Ranalli, Mário Nadaf, Marcus Brito Júnior, Cesinha Nascimento, Baixinha Giraldelli, Demilson Nogueira e Samantha Iris.
Um dos movimentos que mais chamou atenção nos bastidores foi a reaproximação de Dilemário Alencar com o grupo político da presidente da Câmara. O vereador havia deixado a liderança do governo no Legislativo após divergências envolvendo as discussões sobre a permanência de Paula no comando da Casa.
Apesar de contar atualmente com uma base considerada suficiente para uma possível vitória em uma eleição interna, Paula Calil ainda precisa superar um obstáculo regimental. O atual regulamento da Câmara de Cuiabá não permite a reeleição para o mesmo cargo dentro da mesma legislatura, o que exige uma alteração nas regras internas.
Outro ponto que permanece em discussão é a data para escolha da nova Mesa Diretora. Uma proposta apresentada pelo vereador Mário Nadaf prevê que a eleição seja realizada no dia 5 de novembro.
A medida tem apoio de vereadores próximos ao Executivo municipal, mas encontra resistência entre parlamentares independentes e integrantes da oposição. O grupo avalia que uma eleição realizada mais adiante poderia ampliar o espaço de articulação da atual presidente para conquistar os votos necessários à mudança do regimento.
O debate também ocorre sob atenção dos vereadores após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre eleições antecipadas para mesas diretoras de câmaras municipais. O cenário fez os parlamentares discutirem alternativas para reduzir riscos de novos questionamentos judiciais no processo de escolha da direção da Casa.



























