"Puxão de orelha"

Após crítica à Câmara, Wilson Santos vai a VG, leva puxão de orelha e tenta conter crise entre vereadores e Prefeitura

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Após críticas públicas ao Legislativo e em meio a um clima de tensão entre os Poderes, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) foi à Câmara Municipal de Várzea Grande, nesta quarta-feira (4), para tentar “apaziguar os ânimos” e reabrir o diálogo entre vereadores e a Prefeitura. A visita ocorreu dois dias depois de o parlamentar sair em defesa da prefeita Flávia Moretti (PL) e cobrar maior agilidade da Câmara, declaração que caiu mal entre os vereadores.

O encontro, realizado a portas fechadas e liderado pelo presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), expôs o tamanho do desgaste institucional. Wilson afirmou que não tinha conhecimento da real dimensão da crise e disse ter ouvido uma série de queixas dos parlamentares sobre a relação com o Executivo municipal.

Durante o lançamento da nova maternidade de Várzea Grande, no bairro Chapéu do Sol, na última segunda-feira (2), Wilson criticou a ausência do presidente da Câmara no evento e disparou: “A Câmara precisa colaborar. O parlamento precisa ter juízo”. A fala repercutiu negativamente e foi lembrada pelos vereadores durante a reunião desta quarta.

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Segundo o deputado, além de levar “puxões de orelha”, ele também fez ponderações aos parlamentares e se comprometeu a atuar como ponte entre os Poderes. Wilson disse que recebeu autorização para documentar as reclamações e levá-las pessoalmente à prefeita Flávia Moretti, na tentativa de reduzir os conflitos e restabelecer o diálogo institucional.

Os vereadores, por sua vez, rebateram a narrativa de falta de apoio e afirmaram que a Câmara tem sido célere na aprovação de projetos do Executivo, citando a liberação de quase R$ 200 milhões em créditos adicionais. As críticas, segundo eles, se concentram na falta de diálogo e no distanciamento da prefeita após as eleições de 2024.

Wilson avaliou que o impasse ainda reflete o clima do último pleito e admitiu que a relação precisa de ajustes. Uma nova rodada de conversas entre Câmara e Prefeitura deve ocorrer após o Carnaval. Até lá, o deputado promete atuar como intermediador para evitar que o conflito político avance para um impasse institucional.

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