Justiça mantém afastamento do vereador Chico 2000 por suspeita de propina

A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu, por unanimidade, manter o afastamento do parlamentar por 180 dias

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A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu, por unanimidade, manter o afastamento do vereador Chico 2000 (PL) da Câmara Municipal de Cuiabá por 180 dias.

A decisão foi tomada durante sessão nesta quarta-feira (4), no âmbito da Operação Perfídia, que investiga um esquema de pagamento de propina relacionado à tramitação de um projeto de lei que beneficiou a empresa responsável pelas obras do Contorno Leste.

O relator, desembargador Juvenal Pereira da Silva, rejeitou o recurso da defesa, que alegava falta de contemporaneidade dos fatos e sustentava que a permanência do parlamentar no cargo não atrapalharia as investigações. O voto foi acompanhado pelos desembargadores Lídio Modesto Filho e Hélio Nishiyama.

Chico 2000 é acusado de autorizar, enquanto presidente da Câmara em 2023, que o vereador Sargento Joelson (PSB) conduzisse negociações para o pagamento de R$ 250 mil em propina. O objetivo seria garantir a aprovação de um projeto que permitia a renegociação de dívidas da prefeitura, liberando recursos para empresas contratadas, incluindo a HB20.

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Áudios e mensagens entre Joelson e um representante da empresa apontam que Chico tinha conhecimento das tratativas. Em uma das conversas, há a confirmação de um pagamento de R$ 150 mil via PIX a uma pessoa indicada pelo vereador do PSB.

Diante da repercussão, a situação de Chico 2000 se complica e pode se agravar à medida que as investigações avançam. A defesa já anunciou que estuda recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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