Fechamento da Santa Casa pode deixar crianças sem tratamento oncológico

O Ministério Público defende que qualquer decisão sobre o futuro da Santa Casa só seja tomada após a apresentação de um plano claro por parte do governo do estado, indicando onde e como os serviços essenciais serão mantidos

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O futuro da Santa Casa de Misericórdia foi tema de audiência pública nesta segunda-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Durante o debate, o promotor de Justiça do Núcleo de Saúde de Cuiabá, Milton Matos, manifestou preocupação com a possível desativação de serviços essenciais, como a ala de oncologia infantil.

Segundo Matos, ainda não garantias de que o novo Hospital Central, previsto para ser inaugurado em setembro de 2025, absorverá os atendimentos atualmente realizados pela Santa Casa. “O Hospital Central vai realizar cirurgias oncológicas, mas o tratamento contínuo, que hoje é feito na Santa Casa, não será contemplado”, alertou.

O promotor também destacou que o Hospital de Câncer enfrenta dificuldades para atender a demanda do estado, mesmo com repasses do governo. Com o possível fechamento da Santa Casa, ele teme o agravamento da situação, principalmente no atendimento oncológico infantil.

Outro ponto de atenção levantado foi a estrutura de pronto atendimento pediátrico e os leitos de UTI neonatal e pediátrica em funcionamento na unidade. “Ainda não estrutura pronta no Centro Médico Infantil para substituir esse atendimento, e faltam UTIs na rede pública”, ressaltou.

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O Ministério Público defende que qualquer decisão sobre o futuro da Santa Casa seja tomada após a apresentação de um plano claro por parte do governo do estado, indicando onde e como os serviços essenciais serão mantidos. “A transição precisa ser planejada com responsabilidade. A saúde das crianças não pode esperar”, concluiu Matos.

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