O clima político em Várzea Grande esquentou nesta terça-feira (23), após o vereador Wender Madureira (Republicanos) utilizar a tribuna da Câmara para denunciar o que chamou de “traição” aos trabalhadores terceirizados da Prefeitura. A crítica foi direcionada à prefeita Flávia Moretti (PL), que recentemente rescindiu o contrato com a empresa Eletroconstro, deixando cerca de 150 pessoas sem emprego.
Diante de um plenário lotado por ex-funcionários da empresa, Madureira não poupou palavras. Em um discurso inflamado, ele acusou a gestora de desrespeitar os compromissos de campanha e de priorizar empresas de fora, em detrimento da mão de obra local.
“Várzea Grande está sendo ignorada por quem deveria cuidar do povo. São famílias inteiras agora sem saber como vão pagar as contas no fim do ano. E tudo isso porque a prefeita insiste em trazer empresas de outros estados e desvalorizar os nossos trabalhadores”, disse.
O vereador também levantou suspeitas sobre as intenções da Prefeitura em relação aos serviços de limpeza urbana. “Querem deixar a cidade cheia de lixo para depois justificar uma adesão milionária. Isso está claro para todos nós”, disparou.
Em meio à indignação, Wender fez um gesto simbólico de protesto, dizendo que a prefeita estaria “dando banana” para os trabalhadores e pediu que o líder do governo, Bruno Rios, entregasse esse “recado” a Flávia Moretti.
A demissão em massa acontece em um momento delicado, próximo das festas de fim de ano, o que agrava ainda mais a situação das famílias afetadas. Para Madureira, a prefeita rompeu a confiança dos que acreditaram em sua gestão.
“Ela foi eleita com o discurso de mudança e respeito. Agora, entrega o caos e o silêncio. Nós não vamos aceitar isso calados”, afirmou, prometendo mobilizar apoio entre os demais vereadores, incluindo o presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), para garantir uma resposta concreta aos trabalhadores prejudicados.





















