A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), exonerou nesta terça-feira (2) o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mário Quidá Neto, após um desgaste político envolvendo o vereador Samir, aliado histórico do ex-gestor. A decisão, segundo fontes internas da administração, acendeu o alerta sobre possíveis prejuízos ao desempenho da pasta, já que Quidá era considerado um dos secretários mais técnicos e produtivos da atual gestão.
A exoneração foi confirmada pelo próprio Mário, que divulgou nota à imprensa explicando os bastidores da saída. No texto, ele atribui a decisão diretamente às divergências políticas entre a prefeita e o vereador Samir, e afirma que projetos estruturantes foram paralisados por falta de apoio político.
“Encerro hoje meu ciclo como secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo dessa gestão, em razão das divergências políticas da prefeita com meu amigo de 20 anos, vereador Samir. Fiz muito mesmo sem apoio político, com projetos elaborados por mim e vetados ou engavetados por questões políticas, como o Festival de Pesca em Bonsucesso e as leis que criariam conselhos, fundos e incentivos fiscais para o Parque Tecnológico”, escreveu.
Apesar de críticas à forma como a gestão conduziu sua saída, Quidá destacou avanços do período em que esteve à frente da pasta e mencionou reconhecimento institucional. “Avançamos muito e fomos reconhecidos pela eficiência e melhoria no SINE, CAE, FIT Pantanal, CAT Aeroporto, cursos de capacitação, eventos artísticos, culturais e gastronômicos”, afirmou.
Ele ainda agradeceu o vice-prefeito Tião e o vereador Samir pelo apoio, mas deixou recados diretos à prefeita. “Não fui ouvido por quem não sabe ouvir e não sabe dialogar com educação e respeito. Acompanho a política há 20 anos e, em 2026, o jogo continua. ‘A política ama a traição, mas odeia o traidor’, Leonel Brizola”, concluiu.
Nos bastidores, a leitura predominante é de que Flávia Moretti optou por um movimento político que pode comprometer o desempenho administrativo. A demissão de um secretário reconhecido pela capacidade técnica é vista como um sinal de que tensões políticas internas estão pesando mais do que a continuidade de projetos importantes para o desenvolvimento de Várzea Grande.



























