Em mais um episódio da série “E se eu fosse escolhido?”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira (28), em evento no sertão da Paraíba, que Deus deixou o sertão sem água por 179 anos só pra ele resolver o problema. Isso mesmo. Segundo Lula, a seca era um plano divino, esperando seu momento messiânico no Palácio do Planalto.
“Deus deixou o sertão sem água porque ele sabia que eu seria presidente e ia trazer água pra cá.”
A frase foi dita com a convicção de quem acredita ter sido profetizado em alguma versão nordestina dos Evangelhos, durante a inauguração do 1º trecho do Ramal do Apodi, obra que faz parte da transposição do Rio São Francisco — promessa antiga que já passou por mais promessas do que águas correndo no canal.
🛠️ 179 anos de espera e uma pitada de fé
O sertão, que desde o Império escuta promessas de água, agora virou palco de uma narrativa teológica-política: Deus criou a seca, Lula criou a transposição. E assim, entre barragens e bênçãos, o presidente vai construindo seu legado com concreto, encanamento e frases que já nascem prontas pro grupo da família.
🙏 entre a bíblia e a bomba d’água
Lula já foi chamado de “pai dos pobres”, “pai do Enem” e até “pai do PAC”. Agora, pelo visto, quer entrar na história como o escolhido que venceu a estiagem na base da fé e da retroescavadeira.
E se o sertão um dia virou mar, segundo a poesia, agora vira palanque com irrigação.


























