linha do tempo

Entre o Mito e a Lei: linha do tempo de Jair Bolsonaro

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Entrada na política

  • Iniciou a vida pública quando eleito vereador no Rio de Janeiro, em 1988. Três anos depois, em 1990, foi eleito deputado federal, cargo que exerceu por vários mandatos consecutivos até candidatar‑se à presidência.

Presidência (2019‑2022)

  • Eleito presidente em 2018, tomou posse em 1º de janeiro de 2019.

  • Seus mandatos foram marcados por uma agenda conservadora, defesa do liberalismo econômico (em parte), forte discurso de segurança pública, críticas frequentes aos Poderes Judiciário e Legislativo, e também confrontos com governos estaduais e com aspectos científicos no enfrentamento da pandemia de COVID‑19.

  • No campo institucional, houve muitos episódios de críticas, de acusações de fake news e de desconfiança pública sobre o sistema eleitoral, sobretudo as urnas eletrônicas — sempre com repercussão política acentuada.


Pós‑eleição de 2022 e início das controvérsias jurídicas

  • Após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro contestou vários aspectos relacionados ao processo eleitoral, apesar de não haver comprovação de fraude que alterasse o resultado.

  • Em 8 de janeiro de 2023, apoiadores de Bolsonaro invadiram e vandalizaram as sedes dos Três Poderes em Brasília (Congresso, STF, Planalto). Esse evento tornou‑se parte central das acusações contra ele, ligando seus discursos e ações políticas com incitação ou omissão diante do grupo que promoveu os atos.


Inquéritos, investigações e elementos de prova

  • Operação Tempus Veritatis: deflagrada pela Polícia Federal em 8 de fevereiro de 2024, com mandados de busca e apreensão e prisões preventivas de oficiais militares e ex‑ministros. Baseou‑se em vídeo de reunião ocorrida em 5 de julho de 2022 entre Bolsonaro e seus ministros.

  • Depoimentos de ex‑comandantes e outros atores que alegaram pressões ou discussões sobre medidas de exceção, decretos e golpe constitucional.

  • A Procuradoria‑Geral da República, no processo, apontou que Bolsonaro teria liderado organização criminosa armada, tentou abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, arquitetado plano para manter‑se no poder mesmo após derrota eleitoral, preparado ato golpista, uso de discursos de desinformação, e envolvimento direto ou indireto em atos de 8 de janeiro.

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Condições políticas e jurídicas pré‑julgamento

  • Bolsonaro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em junho de 2023, por abuso de poder político, entre outras causas.

  • Outras ações e sanções já vinham ocorrendo, inclusive investigações e processos menores, multas eleitorais, críticas públicas, questionamentos sobre condutas de governo.


O processo no STF (Trama Golpista)

  • Em março de 2025, o STF, por unanimidade, aceitou denúncia contra Bolsonaro e sete aliados, determinando que se tornassem réus. O processo ficou conhecido como ação penal do núcleo central da “trama golpista”.

  • Os réus incluíram Bolsonaro; militares de alta patente; ex‑ministros; ex‑auxiliares importantes.

  • Crimes imputados:

    1. Organização criminosa armada

    2. Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

    3. Golpe de Estado

    4. Dano qualificado pela violência e grave ameaça

    5. Deterioração de patrimônio tombado

  • Sessões de julgamento marcadas para 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025.

  • Defesa contestou vários pontos: validade da delação premiada (Mauro Cid), alegações de nulidades, cerceamento de defesa, contestou provas, sugeriu que documentos eram “minutas” não oficiais, etc.


Julgamento e condenação — 11 de setembro de 2025

  • Data da condenação: 11 de setembro de 2025.

  • Décisão da Primeira Turma do STF: por 4 votos a 1, condenou Bolsonaro pelos cinco crimes acima listados. Luiz Fux foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro.

  • Pena: 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado.

  • Ele já estava cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

  • Não há execução imediata da pena, pois cabem recursos. Se mantida a condenação após todos os trâmites, pode ser iniciada a execução. Agência Brasil+1

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Reações & consequências jurídicas e políticas

  • A defesa manifestou “profunda discordância e indignação”, alegando que as penas são “absurdamente excessivas e desproporcionais”. Afirmam que Bolsonaro não participou diretamente dos atos de 8 de janeiro nem atentou contra o Estado Democrático.

  • Impacto político: a condenação marca um precedente histórico no Brasil (ex‑presidente condenado por tentativa de golpe de Estado). Afeta fortemente sua capacidade de retornar ao poder, sua imagem pública, o ambiente político polarizado.

  • Ele já estava inelegível desde 2023 até 2030 por outra condenação relacionada ao uso de poder político e comunicação oficial.

  • Possíveis apelos incluem recorrer no STF pleno, eventualmente em instâncias internacionais, buscas de medidas cautelares, pedidos de nulidade ou revisão.


Linha do tempo esquemática

Ano Evento relevante
Décadas de 1970‑80 Carreira militar, formação no Exército.
1988‑1990 Eleição para vereador e depois deputado federal.
2018‑2019 Eleição à Presidência, início do governo em 2019.
2019‑2022 Governo marcado por polarização, críticas ao sistema eleitoral, pandemia, conflitos institucionais.
Outubro‑novembro de 2022 Derrota eleitoral e discursos questionadores, início de alegações de fraude.
8 de janeiro de 2023 Invasão dos Três Poderes em Brasília por apoiadores de Bolsonaro.
Fevereiro de 2024 Operação Tempus Veritatis; delação de Mauro Cid.
Março 2025 STF aceita denúncia; Bolsonaro se torna réu no processo da trama golpista.
Setembro 2025 Julgamento na Primeira Turma do STF; condenação em 11 de setembro a 27 anos e 3 meses.
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