QUEDA DE BRAÇO

Derrota na Câmara, exonerações na Saúde e articulação fracassada marcam início turbulento de 2026 em VG

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A política de Várzea Grande começou 2026 em ebulição. Em sessão extraordinária realizada no dia 10 de fevereiro, a Câmara Municipal impôs uma dura derrota ao Executivo ao derrubar 18 vetos da prefeita Flávia Moretti. O resultado contrariou a previsão do secretário de Governo, Silvio Fidélis, que havia afirmado publicamente contar com 15 votos favoráveis à gestão.

A maioria dos vetos estava relacionada a emendas parlamentares ao orçamento, destinadas a obras e serviços públicos, como construção de unidades de saúde, educação, esporte e medidas para enfrentar os problemas crônicos no abastecimento de água da cidade. O placar revelou desgaste na relação entre Paço e Legislativo logo na primeira sessão do ano.

Em 2025, o cenário foi diferente: a prefeita conseguiu aprovar 42 projetos com apoio praticamente integral da base. Agora, o ambiente mudou. Vereadores demonstraram insatisfação diante das dificuldades enfrentadas pelo município e da condução política da gestão.

Nos bastidores, parte do desconforto é atribuído à nomeação de Silvio Fidélis como coordenador político da Prefeitura. Ex-coordenador da campanha do ex-prefeito Kalil Baracat, adversário de Flávia na eleição, Fidélis não foi bem recebido por parte da base e aliados da prefeita, que enxergaram a escolha como um movimento político controverso.

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A derrota no plenário teve reflexos imediatos. Pouco depois da sessão, cinco servidores comissionados da Secretaria Municipal de Saúde foram exonerados. A coincidência do timing chamou atenção: a votação em um dia; as exonerações no seguinte.

Conforme apurado pelo site OEMPALLADOR, os exonerados seriam ligados a indicações dos vereadores Alessandro Moreira, Cilcinho, Wanderley Cerqueira e Braz Jaciro, além do suplente Samir Japonês — grupo que nos corredores passou a ser chamado de “bloquinho do quinteto”.

Embora não haja confirmação oficial de que as exonerações estejam diretamente ligadas à votação, nos bastidores a leitura é de que a fatura política começou a ser cobrada. Comentários internos apontam que as demissões teriam ocorrido inclusive sem anuência direta da secretária de Saúde, enfermeira Deisi Bocalon, evidenciando ruídos no comando da pasta.

Alguns vetos foram mantidos seguindo parecer da Comissão de Constituição e Justiça, mas o saldo geral foi de desgaste para o Executivo.

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