O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição em Mato Grosso, é o candidato a governador mais rico do Brasil nas eleições de 2026, segundo levantamento baseado nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Pivetta declarou R$ 575,68 milhões em patrimônio, sendo o único candidato ao governo estadual a ultrapassar a marca de meio bilhão de reais.
O patrimônio informado pelo governador cresceu 51,9% em quatro anos. Em 2022, quando disputou a reeleição como vice-governador na chapa de Mauro Mendes (União), Pivetta havia declarado R$ 378,86 milhões. A diferença entre as duas declarações chega a aproximadamente R$ 196,8 milhões.
A maior parte da fortuna está concentrada em investimentos financeiros e participações empresariais. Na declaração deste ano, Pivetta informou R$ 257,23 milhões em um fundo de investimento multimercado no exterior, além de R$ 182,52 milhões em ações e outros R$ 37,17 milhões em fundos de investimento.
Com esse patrimônio, Pivetta aparece muito à frente dos demais candidatos a governador no país. O segundo colocado é o ex-ministro Delcídio do Amaral (PRD-MS), que declarou R$ 218,3 milhões. Na terceira posição está Maria do Carmo (PL-AM), com R$ 118,4 milhões em bens.
Disputa em Mato Grosso
Dentro de Mato Grosso, a diferença também é expressiva. O patrimônio declarado por Pivetta supera em cerca de R$ 552,4 milhões a soma dos bens dos demais candidatos ao Governo do Estado.
O senador Wellington Fagundes (PL) declarou R$ 13,1 milhões, enquanto a médica Natasha Slhessarenko (PRD) informou patrimônio de R$ 7,3 milhões à Justiça Eleitoral.
A evolução patrimonial de Pivetta também chama atenção quando analisada em um período mais longo. Em 2006, quando foi eleito deputado estadual, ele declarou R$ 82,2 milhões. Desde então, o empresário disputou diferentes cargos eletivos, incluindo três mandatos como prefeito de Lucas do Rio Verde e duas eleições como vice-governador.
Em 2018, Pivetta voltou a disputar a vice-governadoria na chapa de Mauro Mendes, foi eleito e acabou assumindo o Governo de Mato Grosso após a saída de Mendes para disputar uma vaga no Senado. Agora, tenta permanecer no comando do Estado por mais quatro anos.
A declaração de bens é uma informação apresentada pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pode ser atualizada ou retificada durante o processo eleitoral.






















