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Quase 100 prefeitos votam antes de Justiça interromper eleição da AMM

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A eleição para definir a nova diretoria da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) foi interrompida nesta quarta-feira (16) quando praticamente todos os prefeitos aptos já haviam participado da votação. Segundo o presidente da Comissão Eleitoral, Alexandre Lopes (União), entre 99 e 100 gestores já tinham depositado os votos quando a determinação judicial chegou à entidade.

“Se não me engano, 99, 100 prefeitos já votaram. Já é praticamente dois terços do quantitativo de votos”, afirmou Alexandre. De acordo com ele, as cédulas já depositadas permaneceram nas urnas e foram preservadas pela comissão, que agora aguarda a definição da Justiça sobre o futuro do processo.

A suspensão ocorreu após decisão da desembargadora Marilsen Andrade Addario, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em uma ação apresentada pela Prefeitura de Nova Xavantina, que questiona alterações no estatuto da AMM e o calendário definido para a eleição. A magistrada determinou a interrupção do processo até que a 11ª Vara Cível de Cuiabá analise o pedido de liminar apresentado pelo município.

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Alexandre afirmou que a comissão cumpriu imediatamente a ordem judicial assim que foi comunicada. “Nós recebemos agora a liminar para poder suspender a eleição. A desembargadora determinou que houvesse a análise e a decisão judicial do processo. Então nós recebemos, acatamos, suspendemos e agora estamos aguardando o despacho judicial”, declarou.

Apesar da suspensão, o presidente da comissão sustentou que, do ponto de vista do processo eleitoral, os procedimentos previstos haviam sido cumpridos. “Todos os ritos, documentos e prazos que foram devidamente pré-estabelecidos dentro do quadro eleitoral foram cumpridos. Então, aquilo que nós temos conhecimento é do cumprimento dos ritos e da liturgia inerente ao processo eleitoral”, afirmou.

A eleição definiria a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da AMM para o triênio 2027-2029. A disputa tinha apenas uma chapa registrada, a “AMM + Forte e Presente”, encabeçada pelo atual presidente da entidade, Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, ex-prefeito de Colíder.

Agora, a comissão aguarda a análise da Justiça para saber se a votação poderá ser retomada e em quais condições. Segundo Alexandre, os votos já depositados não foram descartados. “Os votos que já foram depositados estão na urna e devidamente preservados. Agora vamos aguardar a decisão judicial para saber qual rumo tomaremos”, explicou.

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A decisão do TJMT é provisória e não representa, neste momento, uma conclusão sobre a validade da eleição ou das mudanças questionadas por Nova Xavantina. A análise do mérito ficará a cargo da Justiça de primeira instância.

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