APÓS DERROTA

Wilson Santos convida Jayme Campos para integrar palanque de Natasha após derrota no União Brasil

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A derrota do senador Jayme Campos (União Brasil) na convenção que oficializou o apoio do partido à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso provocou os primeiros desdobramentos no cenário político estadual. Durante a convenção do PSD, realizada na noite de quinta-feira (30), o deputado estadual Wilson Santos fez um convite público para que o senador passe a integrar o grupo que apoia a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao Palácio Paiaguás.

Ao comentar o resultado da convenção do União Brasil, Wilson avaliou que Jayme foi derrotado pela força da maioria construída dentro da legenda e afirmou que o senador ainda tem espaço para influenciar o processo eleitoral.

“O senador Jayme é um político experiente, prestou relevantes serviços a Várzea Grande e a Mato Grosso. A convenção já passou, agora queremos que ele venha construir esse projeto conosco”, declarou.

Na avaliação do parlamentar, a saída de Jayme da disputa pelo Governo deixa uma parcela significativa do eleitorado sem uma candidatura de referência, cenário que, segundo ele, pode fortalecer o projeto liderado por Natasha Slhessarenko.

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“Ele aparecia nas pesquisas com algo entre 20% e 22% das intenções de voto. Estamos falando de centenas de milhares de eleitores que agora vão redefinir sua posição. Nosso convite é para que Jayme venha somar conosco”, afirmou.

Wilson também citou as críticas feitas pelo senador à condução da convenção do União Brasil e disse acreditar que o episódio pode resultar em um novo posicionamento político de Jayme.

“Ele afirmou que foi traído, falou em uso da máquina e disse que vai reunir seu grupo para decidir os próximos passos. Por isso reitero: venha para o nosso lado, Jayme”, declarou.

Horas antes, após ser derrotado por 30 votos a 19 na convenção do União Brasil, Jayme Campos criticou a condução do processo interno. O senador classificou a disputa como “draconiana”, “desigual” e “desonesta” e afirmou que prevaleceu o “rolo compressor” da estrutura política ligada ao ex-governador Mauro Mendes, apontado como principal articulador da aliança entre o partido e Otaviano Pivetta.

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