EMBATE POLÍTICO

Gisa Barros rebate Coronel Fernanda e cobra respeito à fiscalização dos vereadores em Várzea Grande

Vereadora classificou como infeliz a declaração da deputada federal e questionou acusações feitas contra parlamentares que exercem função fiscalizadora.

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A vereadora Gisa Barros (Podemos) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Várzea Grande nesta terça-feira (23/06) para rebater declarações da deputada federal Coronel Fernanda (PL), feitas durante uma agenda no município. Em um discurso contundente, a parlamentar municipal classificou a fala da deputada como “infeliz” e saiu em defesa do papel fiscalizador exercido pelos vereadores.

Ao comentar o posicionamento da deputada, Gisa destacou que Coronel Fernanda recebeu 60.304 votos nas eleições e que Várzea Grande foi o município que mais contribuiu para esse resultado, com 3.108 votos.

Segundo a vereadora, a deputada fez acusações generalizadas contra a oposição sem apresentar provas. Gisa questionou o que Coronel Fernanda entende por oposição e afirmou que fiscalizar, cobrar e acompanhar os atos do Executivo são atribuições garantidas pela Constituição Federal.

“Quando o vereador fiscaliza e cobra o Executivo, isso é uma prerrogativa constitucional. Está na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988”, declarou.

Durante o pronunciamento, a parlamentar afirmou que houve uma tentativa de associar o trabalho de fiscalização a interesses políticos ou midiáticos. Para ela, a crítica direcionada aos vereadores ignora uma das principais funções do Poder Legislativo.

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Gisa também questionou se a deputada possui provas para sustentar as acusações feitas. “Acusar sem prova? Ou a senhora virou perita depois de eleita? Porque prova a senhora não tinha. Ou tem e a gente não sabe?”, disparou.

A vereadora também relembrou episódios envolvendo incêndios registrados em estruturas públicas do município. Ela citou o caso do almoxarifado da Saúde, que foi atingido por dois incêndios após fiscalizações realizadas por parlamentares da Câmara Municipal.

Segundo Gisa, ela própria, ao lado dos vereadores Galibert e Feitoza, participou de inspeções que resultaram em apontamentos encaminhados ao Executivo. Posteriormente, o local foi destruído pelo fogo.

A parlamentar também mencionou o incêndio ocorrido recentemente em um almoxarifado ligado à Educação. Conforme relatado por ela, vereadores realizaram fiscalizações e apontaram possíveis irregularidades antes do incidente.

Sem atribuir responsabilidade direta a qualquer pessoa ou órgão, Gisa afirmou que os episódios levantam questionamentos e reforçam a necessidade da conclusão das investigações conduzidas pelas autoridades competentes.

Ao final do discurso, a vereadora cobrou celeridade na divulgação dos laudos da Polícia Civil e defendeu transparência na apuração dos fatos.

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“Estamos esperando os laudos. A população merece respostas”, concluiu.

A manifestação evidencia o aumento da tensão política em Várzea Grande e amplia o debate sobre os limites entre a crítica política, a fiscalização parlamentar e a necessidade de esclarecimento dos incêndios registrados em prédios públicos do município.

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