A prefeita Flávia Moretti parece ter feito uma escolha clara: brigar com o presidente da Câmara é mais urgente do que resolver o caos na educação.
Enquanto ela troca farpas e alimenta disputa política, salas de aula seguem sem professores. O processo seletivo virou sinônimo de dor de cabeça. Escolas improvisam. Pais reclamam. Alunos aguardam. E a gestão? Em modo confronto.
A cidade enfrenta um problema real. Falta docente. Falta organização. Falta resposta. O que não falta é tensão institucional.
Em vez de assumir o comando e resolver o impasse do processo seletivo com transparência e agilidade, a prefeita prefere transformar o debate em embate pessoal. O foco saiu da sala de aula e foi parar nos bastidores da política.
Enquanto a rede municipal tenta sobreviver à falta de professores, a prioridade parece ser outra: reuniões para medir forças, encontros reservados para saber quem está de que lado e articulações políticas que pouco ajudam quem está dentro da sala de aula. A educação pede gestão. Recebe cálculo político.
Governar não é vencer disputa de ego. Governar é garantir professor em sala, calendário funcionando e tranquilidade para as famílias.
A crise na educação não começou ontem. E também não se resolve com discurso inflamado ou disputa pública com o Legislativo. Resolve-se com planejamento, articulação e capacidade de gestão.
Hoje, Várzea Grande assiste a um cenário preocupante: estudantes prejudicados, rede instável e uma prefeita mais empenhada em medir forças políticas do que em reorganizar a base do ensino municipal.



























