Wanderley critica contratação sem licitação e cobra transparência da Prefeitura de Várzea Grande

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), voltou a criticar duramente a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) pelo uso recorrente de atas de adesão em contratos públicos. A declaração foi feita nesta terça-feira (23), após a Câmara ser tomada por protestos de trabalhadores da Eletroconstro, empresa responsável por serviços terceirizados no município.

Ao todo, cerca de 150 funcionários da empresa foram demitidos recentemente, o que gerou indignação entre os vereadores e a população. Para Cerqueira, a atual gestão insiste em manter contratos milionários sem o devido processo licitatório. Ele se opôs especialmente à possibilidade de uma empresa de Goiás ser contratada para assumir os serviços de limpeza urbana em Várzea Grande.

“Não dá mais para aceitar contratações feitas por meio de atas emergenciais. Isso precisa acabar. A Prefeitura precisa respeitar os trâmites legais. Quem quiser prestar serviço aqui que participe de uma licitação justa”, afirmou o presidente da Câmara.

Cerqueira citou que o Ministério Público do Estado (MPE) recomendou o cancelamento de contratos vigentes e estipulou um prazo de 60 dias para que a Prefeitura realize pregão eletrônico — modalidade que, segundo ele, garante maior transparência.

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“Aqui nesta Casa o pregão é eletrônico, não é presencial. Aqui a gente aplica a transparência. E chega dessa história de adesão a atas. Estou esgotado com isso”, reforçou o vereador.

O presidente também demonstrou preocupação com o impacto social das demissões. “Estamos falando de mais de 150 famílias sem renda no fim do ano. Isso é inaceitável. E ainda cogitam trazer empresa de fora, como se a nossa gente fosse descartável. É um absurdo”, criticou.

Wanderley finalizou garantindo que, no que depender do Legislativo, a legalidade e os princípios da administração pública serão respeitados em Várzea Grande.

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