PM confessa assassinato de personal trainer em Várzea Grande; esposa segue foragida

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O soldado da Polícia Militar Raylton Duarte Mourão confessou ter sido o autor dos disparos que mataram a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, no último dia 11, em Várzea Grande. O depoimento foi prestado na manhã desta segunda-feira (22), na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo Raylton, ele estava na garupa de uma motocicleta no momento do crime, enquanto outro homem, cuja identidade ainda não foi divulgada pela polícia, pilotava o veículo.

Raylton se apresentou voluntariamente na Delegacia da Mulher, onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. Ele e sua esposa, a farmacêutica Aline Valandro Kounz, que segue foragida, eram procurados desde o dia 15, quando a Justiça decretou a prisão temporária do casal.

O crime

Rozeli da Costa Sousa Nunes, personal trainer de 33 anos assassinada a tiros em Várzea Grande, havia ingressado com uma ação judicial contra uma empresa pertencente ao policial militar Raylton Mourão e sua esposa, Aline Valandro Kounz. No processo, Rozeli exigia uma indenização de R$ 24,6 mil por danos materiais e morais, após se envolver em um acidente de trânsito com um caminhão-pipa da empresa Reizinho Água Potável, que, segundo os autos, operava de forma irregular.

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O acidente ocorreu no dia 25 de março deste ano, na avenida Filinto Müller. De acordo com a ação, o motorista do caminhão fez uma manobra repentina e sem sinalização, invadindo a via preferencial e obrigando Rozeli a frear bruscamente. A manobra resultou em uma colisão traseira: um motociclista que seguia atrás do carro dela não conseguiu parar a tempo e bateu no veículo. O motociclista, segundo o processo, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A defesa da personal trainer argumenta que a conduta imprudente dos dois envolvidos, o caminhoneiro e o motociclista, foi determinante para o acidente. Rozeli alegava prejuízos entre R$ 6,8 mil e R$ 9,6 mil para conserto do carro, além de solicitar R$ 15 mil por danos morais. Ainda conforme os documentos do processo, ela tentou resolver o problema amigavelmente, sem sucesso, o que a levou a recorrer à Justiça.

 

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