A crise no abastecimento de água em Várzea Grande atingiu níveis alarmantes e está levando condomínios residenciais ao colapso financeiro. Com torneiras secas e promessas não cumpridas, síndicos denunciam os altos custos para garantir o mínimo de dignidade aos moradores: água.
Em entrevista à TV Toninho de Souza, o síndico Josiel dos Santos, do condomínio Chapada dos Buritis, na região da Alameda, revelou que o gasto com caminhões-pipa já ultrapassou R$ 104 mil apenas entre janeiro e abril.
“Estamos enfrentando racionamento em quatro horários. Para garantir água nos apartamentos, tivemos que recorrer a caminhões-pipa particulares. Os custos estão insustentáveis”, desabafa.
A síndica profissional Janaína Queiroz, responsável pelo condomínio Chapada do Bosque, no bairro Jardim Potiguar, afirma que o local praticamente não recebe água da rede pública.
“Em janeiro tivemos abastecimento uma única vez. Estamos cobrando apoio do DAE e da prefeitura. Os moradores estão cansados de desculpas. DAE, prefeita, pelo amor de Deus, ajudem essa população a ter o básico: água!”, apela.
Segundo Átila Severino, vice-presidente da Associação dos Síndicos de Mato Grosso (ASCMT), o problema é crônico — e não se limita à estiagem.
“Mesmo no período chuvoso a água some. No último fim de semana, o condomínio Chapada Verde foi abastecido 100% por caminhões-pipa. E sempre ouvimos as mesmas justificativas: adutora estourada, nível baixo, agora a culpa é da parte elétrica.”
Enquanto isso, os custos crescem, a paciência da população se esgota e o silêncio das autoridades ecoa nos reservatórios vazios dos condomínios.



























