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10 anos atrás: Instabilidade política em Várzea Grande com três prefeitos em 24 horas

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Várzea Grande voltava a enfrentar uma grave instabilidade política em 2015, a cidade passava a ter três “prefeitos”: o cassado Walace Guimarães (PMDB), o empossado Jânio Calistro (PMDB), presidente da Câmara de Vereadores, e Lucimar Campos (DEM), diplomada pela Justiça Eleitoral como prefeita, após ser a segunda colocada nas últimas eleições. Essa situação de caos político remete ao que ocorreu em abril de 2011, quando o município também ficou sob a gestão de três prefeitos no mesmo dia: João Madureira, Tião da Zaeli e Murilo Domingos.

A cassação de Walace e de seu vice, Wilton Coelho (PR), foi determinada pelo juiz José Luiz Leite Lindote, da 58ª zona eleitoral, sob a acusação de gastos ilícitos durante a campanha de 2012. Na mesma decisão, o juiz determinou que o presidente da Câmara, Jânio Calistro, assumisse a Prefeitura por 24 horas. Jânio Calistro tomou posse poucas horas após Lucimar Campos ser diplomada pela Justiça Eleitoral como prefeita de Várzea Grande.

A instabilidade política em Várzea Grande remonta a 2011, quando a cidade também viveu um cenário de múltiplos prefeitos em um curto período de tempo. Naquele ano, após uma série de decisões judiciais e manobras políticas, o cargo de prefeito passou por várias trocas em menos de 24 horas. João Madureira, presidente da Câmara na época, assumiu a Prefeitura no lugar de Murilo Domingos, que havia sido afastado. No mesmo dia, Madureira passou o cargo para o vice-prefeito Tião da Zaeli. No entanto, os vereadores da cidade também deram posse a Murilo Domingos, em uma jogada que gerou ainda mais confusão.

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Domingos e Zaeli haviam sido afastados pela Câmara Municipal, e Madureira assumiu temporariamente a Prefeitura. Contudo, uma decisão judicial anulou a comissão criada pelos vereadores e permitiu que Domingos e Zaeli retornassem ao cargo. No entanto, uma nova decisão afastou Domingos por improbidade administrativa. Como resultado, Madureira passou a posse para Zaeli, mas, mesmo após a determinação judicial, os vereadores reconduziram Domingos ao cargo de prefeito, alegando que não haviam sido oficialmente notificados da decisão que o afastava. A situação foi marcada por uma grande instabilidade política, refletindo as complexas manobras jurídicas e políticas em Várzea Grande.

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