O líder do governo na Câmara de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), criticou publicamente os números divulgados sobre o volume de emendas destinadas ao município e cobrou maior comprometimento da bancada estadual e federal. As declarações foram dadas na segunda-feira (24), durante entrevista ao programa Opinião, da TV Pantanal.
Rios reconheceu que alguns parlamentares têm contribuído de forma pontual, mas afirmou que o valor de R$ 120 milhões, divulgado recentemente em um levantamento sobre repasses estaduais e federais, “não condiz com a realidade”.
“Hoje a gente vê o deputado estadual Dr. João, que está ajudando com o hemocentro que será inaugurado agora, o Fabinho ajudou com umas cirurgias, Wilson Santos está ajudando com medicamentos e Júlio Campos também ajudou com alguma coisa. Agora, nesse montante de R$ 120 milhões, infelizmente, não procede”, declarou o vereador.
O parlamentar questionou os dados que colocam Várzea Grande como o município que mais recebeu emendas no Estado, afirmando que os números não refletem o que efetivamente chegou aos cofres da Prefeitura para obras de infraestrutura, pavimentação e saneamento.
Ao avaliar o desempenho da bancada federal, o tom foi ainda mais duro. Rios afirmou que apenas o senador Jayme Campos tem contribuído de maneira mais consistente, mas ainda abaixo do que destinava na gestão de Kalil Baracat.
“Da bancada federal piorou. Quem mais ajudou foi o senador Jayme Campos, mas ainda, em comparação à gestão do Kalil Baracat, está muito aquém. Ele ajudava muito mais”, disse.
O vereador também criticou parlamentares que, segundo ele, não cumpriram o que prometeram ou têm participação limitada em ações municipais. “Infelizmente os outros… A coronel Fernanda já vinha de um projeto de regularização fundiária, o Assis está na promessa da rodoviária que não deu. Os demais nem se fala”, afirmou.
Rios acrescentou que a cidade enfrenta dificuldades até para garantir recursos básicos, como os necessários para manutenção do Departamento de Água e Esgoto (DAE). “Nós estamos precisando de R$ 6 a R$ 9 milhões para resolver umas bombas do DAE, cadê? Estamos tendo que recorrer ao governo do Estado mais uma vez”, concluiu.
























