Caixas identificadas com o nome do candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) foram encontradas dentro da estrutura da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres, levantando suspeitas sobre um possível uso de prédio público para armazenamento de material de campanha. As imagens começaram a circular nesta semana e mostram embalagens com a identificação do candidato no espaço utilizado pela rede estadual de ensino.
Além das caixas, as imagens registram outros materiais relacionados à campanha, como bandeiras, estruturas e peças gráficas. A denúncia aponta que o local teria sido utilizado como uma espécie de ponto de apoio para recebimento e distribuição do material eleitoral.
O episódio ocorre poucos dias após outra denúncia envolvendo a candidatura de Alan Porto e a estrutura da Educação. Uma gravação atribuída ao diretor da Escola Estadual Santana do Taquaral, em Santo Antônio de Leverger, revelou uma suposta cobrança de “cota” de votos entre servidores para beneficiar o candidato. No áudio, é mencionada uma meta de 50 votos para a unidade e possíveis consequências funcionais para quem não apoiasse a candidatura.
A nova denúncia também menciona a circulação de uma suposta lista de compromisso de votos por escola, com metas de apoio a Alan Porto. Caso os fatos sejam confirmados, o uso de instalações, bens ou servidores públicos para beneficiar uma candidatura pode ser analisado pelas autoridades eleitorais como possível conduta vedada ou eventual abuso de poder político.
A legislação eleitoral estabelece restrições à utilização de bens públicos em benefício de candidaturas. O Tribunal Superior Eleitoral também mantém canais específicos para denúncias de irregularidades, incluindo situações relacionadas ao uso da máquina pública durante o período eleitoral.
Alan Porto deixou o comando da Secretaria de Estado de Educação para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. A nova acusação, portanto, coloca novamente a estrutura da pasta no centro de questionamentos relacionados à campanha do ex-secretário.
Até o momento, as imagens e relatos apresentados constituem denúncias que ainda precisam ser apuradas. Alan Porto e a Secretaria de Estado de Educação devem esclarecer se tinham conhecimento dos materiais armazenados no prédio e qual seria a origem e a finalidade das caixas. Não há, até agora, conclusão oficial de que tenha ocorrido uso irregular da estrutura pública.























