Mauro critica Eduardo Bolsonaro e pede pacificação na direita durante COP 30

O governador Mauro Mendes Crédito - Mayke Toscano/Secom

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), voltou a comentar nesta quarta-feira (12) a sequência de atritos com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). As declarações foram dadas durante a COP 30, em Belém do Pará, quando o ex-deputado Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, o questionou sobre o episódio que movimenta a política nacional desde a semana passada.

Mauro afirmou que tem estranhado as atitudes de Eduardo, apontando que o parlamentar tem se distanciado de lideranças importantes da direita. Ele citou críticas feitas pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro a figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado Nicolas Ferreira (PL).

“Tenho visto o Eduardo criticar muita gente da direita. Já vi críticas duras ao governador Tarcísio, que foi parte do governo Bolsonaro e é um grande governador. Também já vi ataques ao Nicolas e a outras pessoas”, afirmou o governador.

O governador ironizou ainda o episódio em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou Eduardo de “camisa 10”, em tom de brincadeira, referindo-se ao efeito político de sanções internacionais que teriam beneficiado o petista.

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“Quando ele se comporta assim, dá a impressão de que o presidente Lula está certo ao chamá-lo de Camisa 10. Depois que ele foi para os Estados Unidos, conseguiu colocar o pai na prisão. E, por falar nisso, chamou Jair Bolsonaro de ingrato. Eduardo é quem é hoje graças a Bolsonaro, que é o grande líder da direita e merece respeito”, disse.

Mendes também rebateu críticas de que não teria apoiado o ex-presidente: “Ele quer saber o que já fiz por Bolsonaro. Não vou sair dizendo à imprensa; Bolsonaro sabe, e farei o que for necessário porque ele e o Brasil merecem”.

O governador fez um apelo à união dentro do campo conservador: “Seria muito bom se ele parasse com essas confusões. Se a direita voltar a crescer, esses problemas podem ser resolvidos”.

O embate começou após Mauro Mendes criticar o que chamou de “radicalismo bolsonarista”, afirmando que parte da direita “atua de forma irresponsável” e que a política precisa de equilíbrio, não de extremismo. As declarações provocaram reação de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, que chamou Mendes de “frouxo” e “político de bosta” e sugeriu que ele estaria “tentando agradar a esquerda” e se afastando do legado de Jair Bolsonaro.

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Desde então, a troca de farpas ganhou repercussão nacional, sendo comentada tanto em Brasília quanto nos bastidores do União Brasil e do PL.

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