O governador Mauro Mendes (União Brasil) respondeu às críticas feitas por vereadores de Cuiabá sobre os atrasos nas obras estruturantes da capital, com destaque para o projeto do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), que tem causado transtornos no trânsito e gerado insatisfação entre a população.
Em tom irônico, Mauro afirmou que críticas, por si só, não resolvem problemas.
“Se criticar resolvesse, eu passaria o dia inteiro fazendo isso, talvez dois ou três dias só criticando. Mas o governo trabalha com seriedade, buscando soluções reais, e não apenas conversa”, disse.
Apesar da resposta firme, o governador reconheceu o papel dos vereadores na fiscalização das ações do Executivo. No entanto, apontou a escassez de mão de obra como o principal obstáculo enfrentado pelas obras públicas e privadas no estado.
“Hoje, o grande gargalo em Mato Grosso é a falta de trabalhadores. Todas as obras, sejam públicas ou particulares, estão sofrendo com isso”, explicou.
Mauro também revelou que, diante de impasses e baixo desempenho, o governo precisou romper contratos com algumas empreiteiras e substituir as responsáveis por certas obras. Ainda assim, nem sempre as trocas resultaram na esperada aceleração do ritmo dos trabalhos.
BRT segue sem previsão de entrega
Entre os projetos mais afetados pelos atrasos está o BRT Cuiabá–Várzea Grande, obra de grande impacto para a mobilidade urbana nas duas cidades. Anunciado em 2020, o modal avançou pouco até agora e já foi alvo de intervenção do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Após rescindir o contrato com o consórcio inicial, o governo impôs regras mais rígidas para as novas empresas envolvidas no projeto. Ainda assim, os avanços seguem lentos e o projeto continua sem uma data definida para entrega.
De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), é improvável que a obra seja finalizada antes de dezembro de 2026, coincidentemente quando se encerra o mandato de Mauro Mendes à frente do Palácio Paiaguás.


























