Mauro Mendes rebate críticas sobre atrasos no BRT e aponta falta de mão de obra como entrave

Crédito - Mayke Toscano/Secom

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O governador Mauro Mendes (União Brasil) respondeu às críticas feitas por vereadores de Cuiabá sobre os atrasos nas obras estruturantes da capital, com destaque para o projeto do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), que tem causado transtornos no trânsito e gerado insatisfação entre a população.

Em tom irônico, Mauro afirmou que críticas, por si só, não resolvem problemas.

“Se criticar resolvesse, eu passaria o dia inteiro fazendo isso, talvez dois ou três dias só criticando. Mas o governo trabalha com seriedade, buscando soluções reais, e não apenas conversa”, disse.

Apesar da resposta firme, o governador reconheceu o papel dos vereadores na fiscalização das ações do Executivo. No entanto, apontou a escassez de mão de obra como o principal obstáculo enfrentado pelas obras públicas e privadas no estado.

“Hoje, o grande gargalo em Mato Grosso é a falta de trabalhadores. Todas as obras, sejam públicas ou particulares, estão sofrendo com isso”, explicou.

Mauro também revelou que, diante de impasses e baixo desempenho, o governo precisou romper contratos com algumas empreiteiras e substituir as responsáveis por certas obras. Ainda assim, nem sempre as trocas resultaram na esperada aceleração do ritmo dos trabalhos.

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BRT segue sem previsão de entrega

Entre os projetos mais afetados pelos atrasos está o BRT Cuiabá–Várzea Grande, obra de grande impacto para a mobilidade urbana nas duas cidades. Anunciado em 2020, o modal avançou pouco até agora e já foi alvo de intervenção do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Após rescindir o contrato com o consórcio inicial, o governo impôs regras mais rígidas para as novas empresas envolvidas no projeto. Ainda assim, os avanços seguem lentos e o projeto continua sem uma data definida para entrega.

De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), é improvável que a obra seja finalizada antes de dezembro de 2026, coincidentemente quando se encerra o mandato de Mauro Mendes à frente do Palácio Paiaguás.

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