O deputado estadual Júlio Campos (União) voltou a se pronunciar sobre o cenário político delicado em Várzea Grande, diante do processo que pode resultar na cassação da prefeita Flávia Moretti (PL) e de seu vice, Tião da Zaeli (PL). Segundo ele, caso a Justiça confirme a perda de mandato, uma nova eleição deve ser convocada em até 60 dias, conforme prevê a legislação eleitoral.
“Que Deus não permita que isso ocorra, porque quem sofre é o povo varzea-grandense”, disse Júlio, ao comentar a possibilidade de uma nova ruptura administrativa no município. A ação judicial contra Flávia tramita na Justiça Eleitoral e tem como base acusações de divulgação de fake news durante a campanha de 2024. O Tribunal Superior Eleitoral já aplicou multa superior a R$ 50 mil à gestora, e agora o processo pode levar à cassação.
Júlio Campos resgatou o histórico de instabilidade que já marcou a trajetória política de Várzea Grande. Ele citou casos emblemáticos como o do primeiro prefeito eleito, Miguel Leite da Costa, cassado ainda em 1949, além de episódios envolvendo Napoleão Zé da Costa, Murilo Domingos e Wallace Guimarães, todos alvos de turbulências políticas ou processos de cassação.
“Várzea Grande tem uma história difícil. E uma nova cassação traria mais um capítulo triste, com impactos diretos na continuidade da gestão pública. A cidade já pagou caro por tantas mudanças forçadas ao longo do tempo”, afirmou.
Apesar de lamentar o cenário, Júlio destacou que o Judiciário deve seguir com independência na condução do caso. “Acredito que a prefeita esteja bem assessorada juridicamente, mas quem vai decidir é o juiz. Se for confirmada a cassação, o caminho é uma nova eleição em 60 dias. Isso está na lei”, concluiu.
A expectativa agora gira em torno do desfecho do processo e dos próximos capítulos que podem redesenhar o mapa político de Várzea Grande.























