"velha politica?"

Jayme Campos rebate críticas sobre “velha política” e defende trajetória: “Faço política ouvindo o povo”

publicidade

Em entrevista ao PodRevirar nesta quinta-feira (19), o senador Jayme Campos (UB) respondeu de forma direta às críticas de que seria símbolo da “velha política” e estaria ultrapassado. Pré-candidato ao governo de Mato Grosso em 2026, Campos afirmou que essas acusações vêm de quem, segundo ele, “não tem o que falar” e rebateu a ideia de que tempo de vida pública seja sinal de desgaste político. “Me sinto um garoto de 20 anos, com mais disposição do que muitos jovens”, afirmou.

Durante a conversa, Jayme lembrou que tanto ele quanto o irmão, Júlio Campos, já foram apontados como figuras que não retornariam à política após derrotas eleitorais. “Diziam que estávamos acabados, mas ganhei três eleições seguidas e o Júlio, com 80 anos, também segue trabalhando”, exemplificou, ironizando previsões de adversários. Para o senador, longevidade política não é demérito: “Uma pessoa que é da velha política tem memória e compromisso.”

O senador também fez questão de citar resultados concretos de sua atuação, como a articulação do empréstimo dolarizado voltado à educação, para mostrar que experiência gera entregas. Ele mencionou nomes de adversários e aliados com longa trajetória, como Hélio Fagundes e Mauro Mendes, para argumentar que a permanência na política é realidade de muitos, não apenas dele.

Leia Também:  Contribuintes de VG terão até 36 meses para parcelar dívidas com o DAE

Sobre sua pré-candidatura ao governo, Jayme Campos enfatizou que não se trata de um projeto individual, mas sim de uma construção coletiva, com diálogo e escuta à população. “Estou conversando com o povo, viajando o estado, participando de eventos, ouvindo o que a sociedade quer e precisa”, afirmou. Ele criticou decisões tomadas em reuniões restritas e jantares entre poucos aliados, sugerindo que o futuro de Mato Grosso não pode ser decidido por um pequeno grupo de pessoas. “Mato Grosso não é uma S.A. que escolhe seus diretores num jantar; é preciso discutir amplamente.”

O senador também comentou sobre os rumos do União Brasil e a possibilidade de federação com o PP, destacando que qualquer decisão precisa passar pelo aval das lideranças estaduais e do Tribunal Superior Eleitoral. Campos rejeitou imposições e disse que sua prática política é baseada no diálogo. “O combustível do homem público é a saliva, como dizia Ulysses Guimarães. Política não se faz goela abaixo.”

Sobre o apoio do governador Mauro Mendes ao nome de Otaviano Pivetta, Campos afirmou que o União Brasil não foi ouvido e defendeu que as decisões do partido sejam tomadas em conjunto, ouvindo prefeitos, vereadores e as bases. Mesmo assim, garantiu que respeitará o resultado das convenções, caso não seja escolhido como candidato, mas promete lutar até o fim para viabilizar seu nome.

Leia Também:  Ex-prefeito usa nome de Max Russi e acaba desmentido por entidade

“Faço política 18 horas por dia, estou sempre trabalhando, pronto para a luta”, disse. Para Jayme, sua trajetória, o reconhecimento popular e os resultados obtidos como senador são sua resposta mais forte aos críticos. “Sempre ganhei eleição conversando com a sociedade. Não faço política de cúpula. O que vale é a memória, o compromisso e a história. E isso eu tenho de sobra.”

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade