O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, garantiu nesta quarta-feira (20), após encontro com deputados na Assembleia Legislativa, que os serviços médicos prestados pela Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá permanecerão ativos, independentemente de quem arremate o hospital no leilão marcado para próxima segunda-feira (25), promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Segundo ele, embora o governo avalie participar da disputa — com a possibilidade de dar um lance — a prioridade é assegurar que a população continue recebendo atendimento. “Pode ser o governo que arremate, pode ser outra instituição de saúde. Mas quem assumir a gestão terá que contratualizar com o Estado, e nós podemos assegurar à população: os serviços não serão interrompidos.”
Além disso, Figueiredo informou que 70% dos atendimentos já estão em processo de transferência para o Hospital Central, que promete um padrão ainda mais elevado de qualidade.
“Para o cidadão, isso é bom, porque nós não vamos oferecer algo pior do que é feito hoje, pelo contrário, vamos oferecer o melhor.”
O secretário não adiantou valores, mas não descartou a possibilidade de o governo arrematar o imóvel, ressaltando que esse faz parte da estratégia para garantir o pleno funcionamento dos serviços de saúde da região.
“A possibilidade [de dar lance no leilão] existe. Agora, a que preço o governo está disposto a fazer, isso vocês saberão nos próximos dias…”
Caso outra entidade seja responsável pela aquisição, o Estado continuará com o mesmo modelo de contratualização com filantrópicos, como vem ocorrendo com o Hospital Geral, o Hospital de Câncer e a Santa Casa de Rondonópolis.
“O governo é quem paga a conta e seremos os primeiros interessados a contratar o serviço deles”, concluiu.



























