VÁRZEA GRANDE

Flávia cobra apoio de Jayme e critica queda de emendas para o município

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), criticou a falta de apoio do senador Jayme Campos (União) ao município e afirmou que os recursos de emendas parlamentares destinados à cidade tiveram uma redução significativa durante sua gestão.

Segundo a prefeita, a administração anterior, comandada por Kalil Baracat (MDB), recebeu R$ 94 milhões em emendas do senador, enquanto o atual governo municipal teria recebido pouco mais de R$ 2 milhões.

As declarações foram feitas durante entrevista à rádio Capital FM, ao comentar a situação financeira de Várzea Grande, que recentemente teve decretado estado de calamidade financeira. Flávia afirmou que não sabe se existe uma intenção de dificultar sua gestão, mas avaliou que o apoio de Jayme Campos está abaixo do esperado para alguém que se apresenta como representante do município.

“Bom, eu vou deixar claro o seguinte: se estão me atrapalhando, eu não sei, porque não participam da gestão, mas também, assim, colaborando também não. Na gestão passada, por exemplo, só em 2024, o senador Jayme mandou uma emenda para o Kalil de R$ 94 milhões para a Saúde. E, para mim, agora veio R$ 2 milhões e pouco. Então, os valores são bem pequenos para um senador que fala que é de Várzea Grande, que tem amor por Várzea Grande, vendo a prefeita passar pelas necessidades financeiras que está passando”, afirmou.

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A prefeita também atribuiu parte das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município a dívidas acumuladas por administrações anteriores, incluindo precatórios que, segundo ela, tiveram origem em gestões passadas de Jayme Campos.

“Eu também estou assumindo contas e dívidas das gestões passadas dele pelo precatório. Esses precatórios de R$ 1,1 bilhão, a maioria são de gestões passadas, dele mesmo, do Jayme, lá de trás. O precatório que está sendo pago hoje é de uma desapropriação de 1980 e virou precatório em 2007. Hoje ele é de R$ 180 milhões”, declarou.

Flávia afirmou ainda que o impacto desses pagamentos aumentou durante sua administração e comparou os valores das parcelas atuais com os pagos em gestões anteriores.

“Eu pagava uma parcela de R$ 6,5 milhões, enquanto o Kalil e a Lucimar pagavam parcelas de R$ 300 mil, R$ 500 mil, R$ 700 mil. Hoje eu sou obrigada a pagar R$ 6,5 milhões por mês”, disse.

Questionada sobre uma possível articulação política contra sua gestão, a prefeita afirmou que não possui elementos para responsabilizar Jayme Campos, mas voltou a citar os problemas financeiros enfrentados pelo município.

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“Não sei se ele está me dificultando, se está por trás desse movimento do Wanderley Cerqueira, não sei. Isso eu não posso afirmar de forma alguma. Mas o que está acontecendo é que eu estou tendo dificuldade com as dívidas que foram deixadas”, afirmou.

Calamidade financeira

As declarações ocorreram uma semana após Flávia Moretti decretar estado de calamidade financeira em Várzea Grande e no Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Nos decretos, a prefeitura apontou insuficiência de caixa, restrições orçamentárias e o bloqueio de R$ 19,7 milhões das contas municipais por determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em razão de inadimplência no pagamento de precatórios.

A administração municipal informou que a medida busca permitir ações de redução de despesas, reorganização fiscal e recuperação das finanças públicas. No caso do DAE, o decreto também cita desequilíbrio financeiro, déficit orçamentário, alto endividamento e passivos que, segundo a prefeitura, ameaçam a continuidade dos serviços de abastecimento de água.

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