O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) interditou, nesta quarta-feira (22), a UTI Pediátrica e Neonatal do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande (HPSMVG) devido a problemas relacionados à falta de médicos na unidade. Com a medida, novas internações estão proibidas no setor.
Um comunicado sobre a interdição foi fixado na própria UTI. Segundo o CRM-MT, a medida é gradual, considerando a complexidade do serviço, e permanecerá válida até que as irregularidades sejam solucionadas e as condições necessárias para o funcionamento seguro da unidade sejam comprovadas.
Os pacientes que já estão internados devem continuar recebendo assistência. Cabe ao município providenciar eventual transferência ou comprovar a regularização da escala médica para que a unidade possa voltar a receber novos pacientes.
Fiscalização
A decisão ocorreu após fiscalização realizada em 15 de setembro, quando o CRM-MT constatou que pendências identificadas em uma inspeção anterior, realizada em agosto, ainda não haviam sido solucionadas. Na ocasião, o município recebeu prazo de cinco dias para adotar as medidas necessárias.
O Conselho afirma que a interdição tem caráter preventivo e busca garantir condições adequadas e seguras para o atendimento dos pacientes e o exercício da atividade médica.
Outro lado
A reportagem procurou a Prefeitura de Várzea Grande, que informou ter recebido o auto de interdição ética parcial no dia 21 de setembro.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que a escala médica de setembro, questionada pelo CRM-MT, já foi regularizada e encaminhada ao Conselho. A escala de outubro deverá ser enviada até sexta-feira (25), conforme prazo estabelecido pelo órgão.
Apesar da regularização informada pela Prefeitura, a interdição parcial continua válida e novas admissões permanecem suspensas até a situação ser reavaliada pelo CRM-MT.
Segundo a Secretaria, sete pacientes permanecem internados na UTI, todos sob acompanhamento da equipe médica. Caso haja necessidade de uma nova internação, a direção do hospital deverá acionar a Central de Regulação do Estado para buscar vaga em outra UTI Pediátrica ou Neonatal.
A Prefeitura informou ainda que a unidade conta atualmente com 10 médicos e que trabalha na contratação de outros três profissionais para reforçar a escala, especialmente durante períodos de férias e eventuais afastamentos.
A Secretaria também afirmou que a fiscalização do CRM-MT apontou outras questões relacionadas à estrutura e ao funcionamento da unidade, além da escala médica. Parte das adequações, segundo o município, já foi solucionada e as demais estão em andamento.
A interdição permanecerá até que o CRM-MT avalie e comprove a existência das condições necessárias para o funcionamento seguro da UTI.

(Com informações de Assessoria e G1MT)



























