ATENDIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Conselheiros Tutelares de VG denunciam estrutura precária e clamam por melhorias urgentes

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Os conselheiros tutelares de Várzea Grande, Victor Miranda (Vitão) e Felipe Almeida, usaram o Podcast PodRevirar, na noite de terça-feira (9), para fazer um apelo público por condições dignas de trabalho e atendimento às crianças e adolescentes do município. Segundo eles, a situação atual é crítica e impede que o serviço funcione com a qualidade necessária.

Entre as principais reclamações estão o espaço de atendimento deteriorado, infiltrações, falta de infraestrutura e ausência de itens básicos para o dia a dia.

“No começo da gestão nós fomos em quatro para a UPA com problemas pulmonares devido às infiltrações. Pneu fura e nós que temos que trocar porque ainda não licitou. Quando não tem água, nós temos que comprar e a estrutura nossa é essa”, relatou Vitão, destacando que, apesar das promessas da gestão, nada foi feito até agora.

O conselheiro lembrou que, no início do mandato da prefeita Flávia Moretti (PL), foi garantido que o prédio seria reformado em até um ano. Um engenheiro chegou a ir ao local, mediu o espaço, mas nenhuma obra foi iniciada. Hoje, os conselheiros trabalham de forma improvisada em uma sala única dentro do Conselho de Saúde, o que também é inadequado para o sigilo e acolhimento das vítimas.

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“A partir dessa conversa, a gestão garantiu que em um ano estaria feita a reforma. Mandou um engenheiro lá, mediu bastante, mas até agora não fizeram nada. […] Nós estamos dialogando bastante com a secretária para ver se a gente consegue ter um ambiente melhor de trabalho. Nós fomos em janeiro. Tem menos de 30 dias para reformar”, disse Vitão.

Felipe Almeida reforçou que a estrutura atual compromete diretamente o acolhimento das vítimas.

“A gente briga por melhorias e essa melhoria […] vai servir às crianças e adolescentes para receberem um atendimento mais digno. Como eu vou receber uma criança vítima em uma sala daquela com mofo?”, questionou.

O conselheiro ainda pediu que o debate seja focado na responsabilidade atual, sem transferir culpa para gestões anteriores.

“A gente clama por uma melhoria. […] Vamos falar de agora. Esquece o passado. Vamos ficar até quando falando que fulano não fez? Quando você se prontificou, você não sabia do jeito que era?”, declarou.

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Felipe também reconheceu o diálogo aberto com a subsecretária de Assistência Social, Cristina Setsuco Siqueira Saito, mas afirmou que nada mudou de fato.

“A secretária Cristina é muito acessível, dialoga com a gente sempre, mas a secretaria não tem recurso. Então queremos cobrar dos nossos vereadores, deputados federais, senadores, deputados estaduais que destinem recursos. Que olhem para o Conselho Tutelar e vejam as crianças, porque são elas as beneficiadas”, reforçou.

No fim do ano passado, os conselheiros já haviam procurado a Câmara Municipal para pedir melhorias na infraestrutura, equipamentos e condições de trabalho, protocolando um documento oficial com suas demandas.

Enquanto esperam providências, os profissionais seguem atendendo a população em condições improvisadas e insuficientes, cobrando que o município priorize a proteção das crianças e adolescentes, função essencial do Conselho Tutelar e direito garantido por lei.

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