Banco de Sangue de Várzea Grande homenageará Davi Almeida, menino morto por linha chilena

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A tragédia que abalou Várzea Grande no fim de outubro vai se transformar em um gesto de solidariedade e esperança. O futuro Banco de Coleta de Sangue de Várzea Grande receberá o nome de Davi Almeida Franco, o menino de 9 anos que perdeu a vida após ser atingido por uma linha cortante enquanto andava de bicicleta.

A homenagem foi oficializada nesta terça-feira (11), após aprovação unânime da Câmara Municipal, com 22 votos favoráveis. O projeto de lei, de autoria da prefeita Flávia Moretti (PL), reconhece a importância de manter viva a memória de Davi em um espaço voltado à preservação de vidas.

Com inauguração marcada para o dia 25 de novembro, a unidade será o primeiro centro de coleta de sangue do município. De acordo com a Prefeitura, o banco terá capacidade para realizar até 50 coletas diárias, abastecendo hospitais públicos e privados, além do Pronto-Socorro Municipal e do Hospital Metropolitano.

O espaço funcionará na antiga sede do Departamento de Água e Esgoto (DAE), no bairro Cristo Rei, e o sangue coletado será encaminhado ao hemocentro de referência para processamento e separação dos componentes, retornando depois para atender à rede local de saúde.

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O nome de Davi foi escolhido como símbolo de conscientização e de respeito à vida. O menino morreu no dia 26 de outubro, após ser atingido no pescoço por uma linha chilena, uma mistura de vidro moído e cola usada para empinar pipas, enquanto pedalava pela Rua Japuíra, no bairro Cristo Rei. Mesmo com o rápido socorro do Samu, ele não resistiu ao ferimento.

O caso causou comoção e indignação em todo o estado, levando à criação de projetos de lei que reforçam as punições para quem fabrica, vende ou utiliza linhas cortantes. Pela legislação brasileira, o uso e a comercialização de cerol e linha chilena são proibidos, pois representam risco grave e constante à vida de pedestres, ciclistas e motociclistas.

A homenagem busca transformar a dor da perda em um legado de amor e solidariedade, inspirando a população a praticar o bem e preservar vidas, algo que o pequeno Davi, agora eternizado, continuará a representar para toda Várzea Grande.

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