O governo de Otaviano Pivetta (Republicanos) terá uma mudança no comando da Casa Civil. Mauro Carvalho deixa o cargo nesta terça-feira (11), em meio a um cenário de forte movimentação política em Mato Grosso e poucos dias após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal.
A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Carvalho aparece entre os investigados, mas nega qualquer envolvimento nas tratativas e afirma que não recebeu benefícios relacionados à negociação.
O ex-secretário também sustenta que não ocupava cargo público no período em que o acordo foi conduzido. Ainda assim, sua permanência à frente da Casa Civil, uma das principais estruturas de articulação política do Executivo, passou a ser considerada delicada diante do momento vivido pelo governo.
A saída acontece ainda em meio às articulações para as eleições de 2026, que já provocam mudanças e rearranjos no cenário político estadual.
Pagot e Sachetti entram no radar
Com a saída de Carvalho, dois nomes passaram a ser considerados para assumir a Casa Civil: Antônio Pagot e Adilton Sachetti.
Ambos possuem experiência na administração pública e trânsito político em Mato Grosso. Pagot ocupou secretarias durante o governo de Blairo Maggi, enquanto Sachetti também exerceu funções de destaque no Executivo estadual e mantém proximidade com o grupo político de Pivetta.
A eventual escolha de um dos dois terá impacto também na articulação política do governo. O novo secretário deverá atuar na interlocução com deputados estaduais, partidos e demais lideranças políticas em um período marcado pela intensificação das negociações eleitorais.
Troca ocorre em momento de pressão
A Casa Civil exerce papel estratégico na relação do governo com a Assembleia Legislativa e com diferentes forças políticas do Estado. Por isso, a substituição de Carvalho ocorre em um momento que exige de Pivetta a reorganização de sua equipe e o gerenciamento das repercussões políticas da Operação Heritage.
A mudança também acontece na reta decisiva das articulações para 2026, quando o governador busca consolidar seu projeto de reeleição e ampliar sua base política.
A definição do novo chefe da Casa Civil deverá ser acompanhada de perto pelo meio político e poderá indicar como Pivetta pretende reorganizar a articulação do governo diante do novo cenário.

























