PLANO B

Botelho aponta novos cenários para o MDB e admite Janaina ou Max na disputa pelo Governo

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O MDB de Mato Grosso intensificou as conversas internas para definir sua estratégia nas eleições de 2026 após a mudança no cenário político provocada pela decisão do senador Jayme Campos (União Brasil) de não disputar o Governo do Estado. Antes da convenção estadual da sigla, o deputado Eduardo Botelho (MDB) afirmou que o partido avalia diferentes possibilidades, incluindo apoio a uma candidatura já colocada ou o lançamento de um nome próprio ao Palácio Paiaguás.

Entre os caminhos discutidos estão uma eventual composição com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apoio ao projeto do PL, liderado pelo senador Wellington Fagundes, ou a construção de uma candidatura própria, com os nomes da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), sendo considerados.

Segundo Botelho, uma reunião realizada em sua residência nesta sexta-feira (31) reuniu lideranças políticas para avaliar os próximos passos do grupo. Ele explicou que havia um entendimento anterior de união em torno de Jayme Campos caso o senador fosse confirmado como candidato, mas a derrota na convenção do União Brasil obrigou a reabertura das discussões.

“Olha, depois do que aconteceu, nós tínhamos um trato feito, Janaina, Max, eu tinha feito um pré-combinado de que, caso Jayme passasse [na convenção], nós estaríamos junto com ele. Bom, não ocorreu isso de fato. Então nós temos que ir para o plano B. E aí nós vamos discutir várias situações. Qual que é o plano B? Existem várias possibilidades. Apoio ao Republicanos, apoio o PL [Wellington Fagundes] ou lançar uma outra candidatura. Então nós conversamos sobre tudo isso e nós vamos ver agora quem vai abrir a porta para discutir conosco, quem não vai”, afirmou.

O deputado destacou que nenhuma decisão foi tomada até o momento e que o partido pretende avaliar o espaço oferecido por cada grupo político antes de definir seu posicionamento.

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“Então, por exemplo, se o Republicanos fechou a porta, aqui não tem, aqui é Mauro Mendes completo, a chapa do Mauro. Então nós estamos fora e vamos caçar nosso rumo, essa é a discussão que nós estamos fazendo agora, se eles querem a gente ir junto ou se eles querem só esse grupo lá”, completou.

Entre as alternativas internas, Botelho confirmou que uma candidatura própria continua no radar do MDB. Ele citou tanto Janaina Riva quanto Max Russi como possíveis nomes para liderar uma disputa pelo Governo do Estado.

“Nós temos a possibilidade de Janaína ser candidata a governadora, tem uma possibilidade de Max ser candidato a governador, que eu vejo como muito viável, o nome de Max Russi é um nome que agrada muito, então nós estamos discutindo todas essas possibilidades e assim, na verdade não saiu nada, são opções que nós colocamos que nós vamos discutir daqui para frente, que é o que a política faz”, declarou.

O encontro contou com a participação de lideranças como Max Russi, Janaina Riva, Júlio, Jayme e João Celestino. Conforme Botelho, a reunião teve como objetivo discutir o futuro político do grupo e quais propostas serão apresentadas ao eleitorado mato-grossense.

“Hoje esteve Max, Janaína, Júlio, Jayme, João Celestino, um grupo aqui. Eu estava aqui conversando com aquele grupo que estava mais ali discutindo mesmo o futuro nosso do partido e do Estado de Mato Grosso daqui para frente. Nós queríamos ver quem vai comandar o Estado, quais as nossas propostas que nós vamos fazer para o povo de Mato Grosso”, disse.

O parlamentar afirmou ainda que procurou o governador Otaviano Pivetta para saber se existe interesse em uma composição com o grupo liderado pelo MDB.

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“Nós temos que discutir o que nós vamos levar, qual que nós vamos levar. Apoio a algum partido junto com Janaina, junto com o Max, junto com o Jayme ou não. Ou nós vamos lançar uma candidatura nova. Tudo isso são possibilidades, porque primeiro você tem que ver onde quer que você esteja. É igual eu estou falando. Por exemplo, eu liguei para o governador Otaviano, se ele quer esse grupo ou se não quer. Se não quer é só dizer não quero. Eu só quero Mauro. Então beleza, fica só com o Mauro e nós estamos fora.”

Segundo Botelho, Pivetta informou que ainda irá avaliar o cenário antes de apresentar uma resposta definitiva ao partido.

“Ele disse que ia discutir e ia falar com a gente. Estamos aguardando.”

Com a proximidade da convenção estadual, Botelho afirmou que o objetivo do MDB é chegar a uma definição consensual para evitar conflitos internos e fortalecer a estratégia eleitoral.

“Nós temos um tempo. Daqui até lá, nós temos que discutir isso e chegar com uma posição definida. Para evitar um desgaste. Nós chegaremos alinhados, não vamos chegar lá brigando, não chegando sem saber o que fazer. Então nós temos esse tempo para organizar e a gente chegar com uma proposta que possa agradar todos.”

Apesar das diversas possibilidades na mesa, o deputado evitou antecipar o caminho que será escolhido pelo grupo.

“Vamos aguardar, porque de repente nós podemos estar junto com um lado, junto com outro, ainda não foi decidido isso. Então tem que aguardar essa posição. Essa posição deve sair até amanhã, depois nós vamos tomar outro rumo.”

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