Reforma administrativa de Abilio mira economia de R$ 15 milhões e corte de 60 cargos em Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou que sua gestão deve economizar cerca de R$ 15 milhões até o final de 2025 com a reorganização de secretarias, enxugamento da máquina pública e demissões de aproximadamente 60 servidores comissionados. As mudanças, segundo ele, são medidas urgentes diante do cenário financeiro desafiador enfrentado pela Prefeitura.

A reestruturação começou com a fusão das secretarias de Educação, Cultura e Esporte, aprovada pela Câmara Municipal na última terça-feira (2). Abilio garante que, apesar da unificação administrativa, cada área manterá independência orçamentária e continuará com seus respectivos gestores à frente.

“O secretário de Cultura seguirá responsável pelo planejamento da Cultura, o de Esporte pelo planejamento esportivo e o da Educação continuará coordenando sua pasta. O que muda é a estrutura administrativa, que será mais enxuta”, explicou.

Além da fusão, o pacote inclui redução e unificação de contratos terceirizados, o que deve contribuir significativamente para o corte de gastos. “Contratos que antes eram duplicados agora se tornam um só. Isso já nos dá uma margem real de economia”, destacou o prefeito.

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Herança de dívidas e corte obrigatório

Segundo Abilio, o principal motivo para a readequação das contas públicas é o impacto inesperado de R$ 160 milhões em precatórios herdados da gestão anterior. A dívida não havia sido prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) e, por determinação do Tribunal de Justiça, precisa ser paga em parcelas anuais.

“Essa conta surgiu sem planejamento. Não sabíamos que teríamos que cortar R$ 160 milhões do nosso orçamento. Isso exige ajustes imediatos”, afirmou.

Apesar das mudanças estruturais, o prefeito reforça que a qualidade dos serviços públicos será mantida. Ele critica a ideia de que enxugar gastos significa perder eficiência e diz que a proposta é exatamente o oposto.

“Reduzir custo com perda de resultado é inaceitável. Nós vamos cortar onde é possível cortar, mas mantendo a eficiência. Economia sem eficiência é má gestão. E isso não cabe na nossa administração”, concluiu.

A expectativa da gestão é que a reforma traga estabilidade financeira à Prefeitura até o final do ano, abrindo espaço para novos investimentos com responsabilidade fiscal.

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