Safra brasileira avança e puxa para baixo os preços do café no mercado internacional

Com o feriado nos Estados Unidos, o mercado deve seguir com liquidez reduzida e foco nas informações climáticas e no ritmo da colheita brasileira nos próximos dias
Experimento de café - Empaer - Foto por: Assessoria Seaf

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Os preços do café iniciaram esta sexta-feira (4) com volatilidade e quedas moderadas na Bolsa de Londres, influenciados pelo avanço da colheita brasileira e pelo fluxo de oferta de países produtores como Indonésia e Uganda. Já em Nova York, não haverá operações nesta sexta devido ao feriado de 4 de Julho — Independência dos Estados Unidos.

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, o volume expressivo de robusta brasileiro, aliado ao café exportado por Indonésia e Uganda, tem exercido pressão de baixa sobre o mercado internacional. A tendência também pode afetar o café arábica nas próximas semanas, aumentando a tensão entre os agentes do setor.

Apesar do cenário baixista no curto prazo, o início do inverno no Hemisfério Sul mantém o mercado em alerta. A possibilidade de frentes frias e risco de geadas pode trazer novas oscilações e elevar a volatilidade nos preços, especialmente no Brasil, maior produtor global da commodity.

Colheita brasileira avança e pressiona preços

A colheita da safra 2024 está em ritmo acelerado. De acordo com relatório da StoneX, até a primeira semana de junho:

  • 32% da safra de café arábica já havia sido colhida;
  • 40% do robusta também já estava colhido.
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Esse avanço contribui para o aumento da oferta no mercado, ampliando a pressão sobre os contratos futuros.

Como estão os preços nesta sexta?

Por volta das 8h50 (horário de Brasília):

  • O contrato julho/25 do robusta apresentava alta de US$ 44, sendo cotado a US$ 3.920 por tonelada;
  • Os vencimentos setembro/25 e novembro/25 recuavam US$ 21, sendo negociados a US$ 3.606/ton e US$ 3.548/ton, respectivamente.

Com o feriado nos Estados Unidos, o mercado deve seguir com liquidez reduzida e foco nas informações climáticas e no ritmo da colheita brasileira nos próximos dias.

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