PEDIDO DE VISTAS

Câmara de Várzea Grande adia votação de projeto que restringe uso de celulares

A proposta, assinada por um grupo de vereadores, também prevê a proibição do porte de armas no plenário, mas foi o trecho sobre o uso de celulares que gerou maior repercussão — tanto entre os parlamentares quanto na opinião pública

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O projeto de resolução que visa restringir o uso de celulares e dispositivos de gravação durante as sessões na Câmara Municipal de Várzea Grande foi retirado temporariamente de pauta nesta terça-feira (13), após um pedido de vista feito pelo vereador Samir Katumata (PL), líder da prefeita Flávia Moretti no Legislativo.

A proposta, assinada por um grupo de vereadores, também prevê a proibição do porte de armas no plenário, mas foi o trecho sobre o uso de celulares que gerou maior repercussão — tanto entre os parlamentares quanto na opinião pública. O tema causou polêmica imediata por ser visto como uma tentativa de limitar a transparência e o acesso da população às atividades da Casa.

Antes da deliberação, o presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), suspendeu a sessão por cinco minutos. Durante esse intervalo, os vereadores discutiram a proposta diretamente no plenário, em meio ao clima de controvérsia.

Em defesa da Casa, Cerqueira afirmou que as sessões já são transmitidas ao vivo e que há transparência nas atividades legislativas. “Aqui já é filmado ao vivo. Eu trabalho ali com uma filmadora em cima de mim. O vereador está fazendo live de dentro do plenário”, disse o presidente, ao minimizar os impactos da possível restrição.

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Ainda segundo ele, a decisão sobre a continuidade ou retirada da proposta cabe exclusivamente aos vereadores que a assinaram. “Quem decide são os vereadores. O projeto está em pauta. Agora, qualquer decisão, quem tem que tomar são os vereadores que assinaram o projeto. Eu não posso tomar uma decisão. Só uma vereadora pediu para tirar. Agora, eu não posso retirar”, pontuou.

Sem nova data definida para votação, o projeto continua em análise e segue gerando críticas, principalmente quanto ao possível cerceamento de instrumentos que contribuem para a fiscalização pública e a liberdade de imprensa.

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